Cuba pós-revolução

Por Fernando Rebouças
Em 1960, um ano depois da revolução socialista em Cuba, Theodoro Draper escreveu : “Não importa o que se pensa da teoria na qual se baseia o programa da reforma agrária de Cuba. Seja qual for o resultado prático que esse programa venha a ter, é preciso admitir que para o pobre, o analfabeto, o desamparado camponês as cooperativas representavam um progresso de séculos nas suas condições de vida.

(...) E ainda proporcionaram o aumento das atividades produtivas nas áreas mais atrasadas e estagnadas de Cuba.” Depois que Fidel Castro tomou o poder. Cuba começou a rapidamente consolidar mudanças nos setores de educação, saúde, reforma urbana e reforma agrária.

A base fundamental para a construção do socialismo em Cuba se deu através de reforma do ensino e da reforma agrária. Antes da revolução, em 1958, haviam em Cuba 8.232 escolas primárias com 837.000 alunos matriculados; em 1974, o país já contava com 15.547 escolas e 2.000.000 de alunos.

A saúde em Cuba também tornou-se numa prioridade, com a implantação de clínicas rurais e prontos-socorros nas cidades. A mortalidade infantil na década de 60, caiu para 4/100. Na área rural, O Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA) passou a dar assistência aos camponeses. Depois da queda da URSS, Cuba passou por adversidades, mas busca reerguer-se através do turismo.