Cultura e Ensino no Brasil entre 1940 a 1964

Por Fernando Rebouças
Na década de 40, no Brasil, iniciou-se um aumento das populações urbanas, avanço dos meios de comunicação escrita e falada e modificações realizadas na estrutura do ensino em todos os níveis.

Desde o período imperial, O Brasil apresentava elevado índice de analfabetismo , pois durante séculos, o acesso à instrução no país era privilégio das elites dos grandes centros urbanos no país. Depois da Segunda Guerra Mundial, o analfabetismo começou a diminuir no País, graças à esforços de administradores públicos e de instituições de ensino privado, os esforços pela diminuição do analfabetismo foram fortalecidos durante o governo do Presidente Dutra.

A partir do governo Kubitschek, foi aprovada a reforma do ensino industrial em 16 de fevereiro de 1959. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi promulgada no governo João Goulart, em 20 de dezembro de 1961.

No campo das ciências, a partir da década de 50 no governo de Getúlio Vargas, foi criado o Conselho Nacional de Pesquisas como incentivador dos estudos de Física. Durante o governo de Juscelino, surgiu o Conselho Nacional de Energia Nuclear. César Lattes tornou-se num dos cientistas brasileiros a alcançar renome internacional ao apresentar descobertas no campo da Física Atômica.

Na área cultural, entre os anos de 1945 a 1963, a literatura nacional fora presenteada com grandes lançamentos :

* O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo;
* Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos;
* Cangaceiros, de José Lins do Rego;
* Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado;
* Sagarana e Grande Sertão-Veredas, de Guimarães Rosa.

Carlos Drummond de Andrade lançou a obra poética “Rosa do Povo”, e Vinícius de Morais, o livro “Antologia Poética”. Dentre os grandes marcos na dramaturgia teatral brasileira podemos destacar a peça “ Auto da Compadecida” , de Ariano Suassuana e a atividades do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia.

Fontes
História 1 – Adhemar, Ricardo e Flávio – ed. Lê
História do Brasil – Olavo Leonel Ferreira – ed. Ática