Feira Mundial de Nova York

A Feira Mundial de Nova York foi a representação máxima, na passagem de 1939 para 1940, da antevisão do progresso futuro da civilização ocidental. Não por acaso seu slogan era “O mundo de amanhã”. Criada em 1935, no ponto culminante da depressão econômica norte-americana, por alguns policiais nova-iorquinos dispostos a resgatar a metrópole e o país deste estado de coisas, ela ocorreu no Flushing Meadows-Corona Park, local público situado ao norte do Queens.

Estes audazes norte-americanos logo concretizam seus planos, criando a Corporação da Feira de Nova York, sediada no Empire State Building, sob a liderança do presidente eleito pelo grupo, Grover Whalen. Este empreendimento foi projetado, edificado e organizado ao longo de quatro anos, com a parceria de vários países.

worlds-fair-new-york-c-1939A data da realização deste evento, considerado o mais importante após a Primeira Guerra Mundial, foi escolhida intencionalmente, com o objetivo de lhe conferir um teor igualmente cultural e histórico. Assim, optou-se pela inauguração da Feira no aniversário de 150 anos de George Washington como Presidente dos EUA, dia 30 de abril de 1939. Ela recebeu aproximadamente duzentas mil pessoas.

O objetivo desta Feira, como está explicitamente exposto em seu panfleto oficial, é revelar como o progresso tecnológico e urbanístico então vigente será visto pelas futuras gerações. É expor o olhar do amanhã sobre os novos conceitos presentes em estado latente neste avanço das forças mecânicas, das mais recentes inovações materiais, destinadas a aperfeiçoar o mundo futurista.

A Feira Mundial traduz perfeitamente as mudanças que já começaram a transformar a face de Nova York, empreendidas pelo genial e polêmico engenheiro norte-americano Robert Moses. Os visitantes bem poderiam já se deparar, ao sair da exposição, com a forma concreta dos projetos acalentados na Feira, assim que atravessassem as estradas expressas e as avenidas urbanas que ligavam a cidade ao campo, recém-construídas por Moses.

Dois dos planos mais populares exibidos na Feira eram o Futurama, concebido pela General Motors, e a Democracity, um suposto produto da imaginação, praticamente profetizam o advento das obras de Moses, já prontas para o desfrute da população de Nova York, que podia verificar na prática a viabilidade destes projetos. O futuro, portanto, já chegou, e seu artífice é justamente este construtor da modernidade.

O Brasil também teve uma participação significativa neste evento, contando com a presença na Feira dos urbanistas e arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Suas mostras foram testemunhadas por pelo menos 44 milhões de visitantes. Ela foi classificada em distintas esferas – transporte, comunicações, sistemas empresariais, alimento, governo, entre outras. Cada uma delas se distinguia da outra por cores e luzes coloridas diversas, próprias de cada região da Feira.

Houve também projetos, em grande parte de natureza experimental, edificados nos espaços destinados ao entretenimento, obtendo resultados excepcionais. Os arquitetos participantes desta Feira foram estimulados por órgãos governamentais ou patrocinadores privados, que os motivavam a atuar com dinamismo, inovação e criatividade.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2007/morar2/rf3003200701.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feira_Mundial_de_Nova_Iorque_de_1939-40
http://pt.wikipedia.org/wiki/Flushing_Meadows-Corona_Park

 

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