Guerra Civil

Por Caroline Faria
Uma guerra civil é uma disputa hostil e armada entre pessoas de um mesmo país. Entretanto esta definição, embora também correta pode abranger também, outros conflitos entre os habitantes de um mesmo Estado que nem sempre são caracterizados como “guerra” devido à sua dimensão ou motivos.

Por isso, costuma-se observar três características principais para caracterizar um conflito nacional de “guerra civil”: primeiro e bastante óbvio, a guerra civil deve ser uma “guerra”, ou seja, é necessário que haja luta armada; em segundo lugar o conflito deve ser de caráter “civil”, o que não significa que as forças armadas do país em guerra não estejam envolvidas, mas que o conflito tem forte participação popular, ocorre dentro das fronteiras de um país e grande parcela de seus habitantes está diretamente envolvida na luta armada; e em terceiro lugar, o conflito tem sempre como objetivo a aquisição, manutenção ou exercício da autoridade nacional.

Segundo alguns autores as guerras civis ocorrem predominantemente em países que têm sua economia baseada na agricultura com exportação de cerca de 1/3 de seus recursos naturais. Outro fator que contribuiu (e, em alguns lugares, contribui) para a ocorrência de guerras civis é a forma como ocorreu a colonização e independência de alguns países, onde o que restou após a independência foi a instabilidade política de diversas parcelas da população, seja separadas em tribos, religiões ou etnias diferentes, disputando o poder.

De fato a instabilidade política é determinante para a maior ou menor probabilidade de ocorrência de guerras civis. Países com governos autoritários, ou com oscilações constantes e/ou profundas do quadro político (golpes, insurgências, etc.) são, historicamente, locais de conflitos civis.