Guerra dos Sete Anos

Por Emerson Santiago
Recebe o nome de Guerra dos Sete Anos o conflito ocorrido entre 1756 e 1763, tendo como protagonistas de um lado Grã-Bretanha, Prússia e Hanover de um lado, contra França, Áustria, Suécia, Saxônia, Rússia e eventualmente Espanha de outro. Tal foi a magnitude da guerra que esta acabou por se espalhar do território norte-americano até o continente europeu, e por isso mesmo é considerado o primeiro conflito em escala mundial, envolvendo quatro continentes, América, Europa, África e Ásia. É também um conflito considerado por muitos historiadores, mas não de forma unânime, que inaugura a era moderna.

Sua origem está nas disputas ecônomicas e territoriais que colocavam franceses e ingleses em terrenos opostos, nos Estados Unidos, Índia, Terra Nova e Nova Escócia (ambas partes até então colonizadas do Canadá). Foram estes, aliás, os principais personagens da Guerra dos Sete Anos, que lutavam pelo predomínio econômico e militar global.

Potência em franca ascensão, a Grã-Bretanha no momento está invadindo partes importantes destes postos coloniais, dominados em grande parte pelos franceses. Em represália, as tropas da França decidem juntar-se às tribos algonquinas e atacam as 13 colônias inglesas na América do Norte. Estas, por sua vez, terão que se esquecer das desavenças com a metrópole britânica e fazer uma aliança para combater franceses e indígenas. O resultado será a vitória da Grã-Bretanha naquilo que é chamado de ''a guerra contra os franceses e os índios'', ou a primeira fase do conflito.

A guerra irá chegar à Europa, segunda fase do conflito, devido às disputas entre as várias potências envolvidas, e pelo emaranhado de alianças políticas e militares estabelecido entre os reinos. A Grã-Bretanha une-se à Prússia e fecha os portos franceses e além disso, tomam posse de Quebec, Montreal e a região dos Grandes Lagos. Na Índia, a França encontrava-se originalmente em vantagem frente à Grã-Bretanha, dominando direta ou indiretamente boa parte do território. Com o conflito, os britânicos vão aos poucos invertendo a situação, deixando a França com uns poucos entrepostos remanescentes.

Os conflitos terminam formalmente com o Tratado de Paris de 1763, que resulta em um intrincado processo de troca e cessão de territórios.

Como resultado prático, o império ultramarino francês é extinto, pois a Inglaterra ganhará ainda, por meio de tratados o Canadá, o Cabo Bretão, o Senegal e a Gâmbia, e embora tenha saído vencedora, esta fica em péssima situação financeira, resultando posteriormente em uma penalização aos colonos da América do Norte, forçados a arcar com parte dos custos da guerra. A consequente insatisfação dos colonos irá aumentar com a proibição inglesa da tomada de posse das terras conquistadas aos franceses pelos norte-americanos, obrigando-os a viver apenas próximos do litoral. A contínua repressão desses colonos nos anos seguintes resultaria na guerra de independência dos Estados Unidos, na qual a França participaria, agora ao lado dos colonos, buscando uma revanche pelas perdas impostas pelos britânicos.

Bibliografia:
Guerra dos Sete Anos. Disponível em <http://www.mundovestibular.com.br/articles/9548/1/Guerra-dos-sete-anos/Paacutegina1.html>. Acesso em: 20 nov. 2011.

Guerra dos Sete Anos. Disponível em <http://www.colegioweb.com.br/historia/guerra-dos-sete-anos.html>. Acesso em: 20 nov. 2011.