História das Loterias no Brasil

Por Regiane Aparecida
A História conta que formas primitivas de sorteio existiam entre povos como hebreus, egípcios, hindus, chineses, e romanos. Mas somente em 1538, na França, o Estado tomou a iniciativa de promover concursos em benefício dos cofres públicos.

No Brasil, a primeira loteria de que se tem notícia foi realizada em 1784, em Vila Rica (atual Ouro Preto), capital de Minas Gerais. Com o dinheiro arrecadado foram construídos os prédios da Câmara dos Vereadores e da Cadeia Pública. A prática foi adotada em todo país, sendo que o governo dava concessões para sua exploração preferencialmente às Santas Casas, aos orfanatos e aos hospitais para evitar abusos, mas também a particulares. Foi o imperador D. Pedro II quem regulamentou o funcionamento das loterias, por meio do decreto nº 357, de 27 de Abril de 1844.

Em 1899, nos primeiros anos da República, parte da arrecadação foi incluída como receita no Orçamento Federal.

No século XX, foram introduzidas várias novidades importantes, tanto nos métodos quanto na emissão de normas rígidas visando dar mais credibilidade e transparência ao processo.

Os primeiros Revendedores (distribuidores) da LOTERIA FEDERAL DO BRASIL de 1930 até 1950 foram:

Em São Paulo/SP:
- Antunes de Abreu (Campeões da Sorte) fundada em 1892, por Julio Antunes de Abreu ( pai do médico que inventou a abreugrafia)
- Casa Luongo (José Luongo) Fundada em 1925.
- A Preferida (Roda da Sorte) - Domingos Fernandes
- Fasanello ( Ricardo Fasanello )

Na década de 50 - foram nomeados novos distribuidores na capital paulista:
- Nicola e Só ( Nicola Scatino )
- Monteiro e Petrelli ( Cássio Monteiro e Cláudio Petrelli)
- Vicente Pelegrini
- Antônio Caporrino - Em Suzano/ SP

No Rio de Janeiro eram distribuidores, entre outros:
- Mundo Lotérico
- Casa Esperança (Citimio Cataldo)
- Fasanello (Ricardo Fasanello)
- A Simpatia ( José Costa ) Fundada em 1928.

Nesta época a administração das loterias era feira por particulares, selecionados por concorrência pública e o prazo de duração da concessão era 05 anos. O Grupo Peixoto de Castro era o mais forte concorrente e era quem detinha a concessão quando o Governo Federal decidiu que este serviço deveria ser explorado pelo Poder Público e não ficar com particulares.