Império Colonial Espanhol

Recebeu o nome de Império Colonial Espanhol ou ainda Monarquia Universal Espanhola o conjunto de
territórios administrados pela Espanha ou pelas dinastias reinantes naquele país.

O início do império está relacionado com as navegações e explorações do século XVI, que interligaram as sociedades dos diferentes cantos do planeta numa maneira nunca antes vista. Em 1492, a Espanha terminaria de unificar o seu território, que com mínimas modificações (a cessão de Gibraltar à Grã-Bretanha, por exemplo), permanece o mesmo até os dias de hoje. Seguindo uma rota alternativa ao de seu vizinho e concorrente nas navegações, Portugal, os espanhóis chegarão a um novo continente, a América, onde se instalou a grande maioria das colônias do país.

O auge da extensão territorial deste império ultramarino foi atingida entre 1580 e 1640, quando a Espanha, através de manobras políticas e crises na linha sucessória monárquica de Portugal, anexou este mesmo reino e o seu também vasto império. Ao mesmo tempo, o país chegou a declarar a bancarrota três vezes, no mesmo século XVI onde alcançou o seu apogeu: em 1557, 1575 e 1597, fruto da falta de investimento na infraestrutura do país e da acomodação de seus governantes e sua nobreza.

A falência de uma nação tão poderosa fica ainda mais incompreensível ao se analisar as riquezas mirabolantes exploradas pela Espanha, em especial os metais preciosos encontrados no México e no Peru.

Mas, o poder acumulado pela Espanha iria ser alvo dos novos concorrentes à corrida expansionista lançada pelos reinos ibéricos: França, Grã-Bretanha e Países Baixos, com navios menores e velozes começaram uma política sistemática de pilhagem das riquezas transportadas pelos imensos e lentos galeões espanhóis, além da conquista de vários de seus territórios.

Superada por países europeus com uma visão econômica e política mais moderna de intervenção no mundo, restou à Espanha aproveitar-se ao máximo de suas conquistas, procurando extrair toda riqueza que encontrasse para financiar sua monarquia decadente. O baque inicial vem com Napoleão, no início do século XIX, que ocupa o país e passa a administrar a Espanha como um estado-satélite.

Ao perceber o enfraquecimento de sua metrópole, as colônias na América se revoltam, conquistando a independência. Restaria apenas Cuba, República Dominicana, Porto Rico na América; na África, o Marrocos Espanhol, o Saara e a Guiné; na Ásia, as Filipinas (Guam e Marianas incluídas). Em 1898, a guerra contra os Estados Unidos encerraria a presença espanhola na América e na Ásia. Restariam as possessões na África, que foram pouco exploradas e receberam menor atenção da decadente metrópole.

O período após a Segunda Guerra seria o de gradual fim de um império outrora imenso: O Marrocos Espanhol alcançava a independência em 1956, seguido pela Guiné Equatorial em 1968 e Saara Ocidental, em 1975, que logo após, porém, seria ocupado pelo Marrocos, gerando uma disputa que dura até hoje pela soberania do Saara Ocidental, defendida pela Espanha.

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Bibliografia:
Las últimas colonias españolas (em espanhol). Disponível em <http://www.webcitation.org/query?url=http://es.geocities.com/coloniasesp&date=2009-10-25+03:17:15>. Acesso em: 01 out. 2011.

JUNIOR, Armando Viana. Independência da América Espanhola. Disponível em <http://www.ohistoriador.com.br/site/historia-moderna/independencia-da-america-espanhola/>. Acesso em: 01 out. 2011.