Levante integralista

Graduada em História (UVA-RJ, 2014)

O levante Integralista ocorreu em maio de 1938. Um movimento de insurgência contra o governo de Getúlio Vargas e a Ditadura do Estado Novo iniciada com o golpe de 1937.

Quando no segundo semestre de 1937 o pleito marcado para o inicio de 1938 se aproximava, Vargas e a alta cúpula das forças armadas articulam um golpe de Estado. O “medo comunista” estava presente como grande propulsor das ações tomadas por Vargas.

Plínio Salgado, dirigente e candidato à presidência pela Ação Integralista Brasileira tendo os mesmos ideais levantados pelo Golpe do Estado Novo dá seu apoio à Vargas, retirando inclusive sua candidatura antes do próprio Golpe.

Vargas, no entanto ao se pronunciar à população em 10 de novembro explicando as ações tomadas pelo Estado Novo, não menciona a AIB, mesmo assim Plínio mantém seu apoio ao movimento varguista. Para manter-se apoiador da causa governista Plínio afirma que a partir daquele momento a AIB deixaria de ter caráter partidário e passaria a atuar apenas nos âmbitos cívico e cultural.

Mas ao decretar o fechamento dos partidos políticos Vargas inclui também a Ação Integralista Brasileira. Algumas das lideranças integralistas começaram a articular com militares da Marinha um golpe contra Vargas. Olbiano de Melo, Belmiro Valverde e Gustavo Barroso sentiam-se excluídos e sem expectativas de participação no poder político.

O líder Plínio Salgado, no entanto ao mesmo tempo em que entre os integralistas apoiava a insurgência contra Vargas, fazia um movimento oposto junto ao Presidente tentando se reaproximar do governo. Em 11 de março um primeiro movimento revoltoso tomou corpo com algumas manifestações na Marinha e uma tentativa de invasão da Rádio Mayrink Veiga. Enquanto os revoltosos eram brutalmente reprimidos Plínio Salgado se refugiava em São Paulo evitando se declarar publicamente sobre o levante.

Uma nova onda revoltosa se levanta em maio do mesmo ano. Novamente uma ação fracassada dos integralistas que tentaram invadir o Palácio Guanabara, casa presidencial daquele momento. Com uma organização frágil os revoltosos são barrados pela própria guarda do Palácio. Em outros pontos da cidade que havia também planos para levantes, não conseguiram se organizar da mesma forma.

Os integralistas foram reprimidos e presos em todo país. Plínio Salgado negou qualquer participação nos levantes e foi poupado da prisão até 1939 quando foi encarcerado por alguns dias. Meses depois foi novamente preso e encaminhado para o exílio onde ficou até a retomada da democracia em 1945.

Referências bibliográficas:

http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/PoliticaAdministracao/LevanteIntegralista

TRINDADE, Hélgio. Integralismo: o fascismo brasileiro da década de 1930. 3ª ed. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2016.

SILVA, Giselda Brito. Estudos do Integralismo no Brasil. 2ª ed., Porto Alegre: EdiPUCRS, 2016.
BERTONHA, João Fábio. Bibliografia orientativa sobre o integralismo (1932-2007). Jaboticabal: FUNEP, 2010.