Literatura sobre a Segunda Guerra Mundial

Mestrado em História (UDESC, 2012)
Graduação em História (UDESC, 2009)

Muitas obras com esta temática foram lançadas ao longo do século XX, sendo um dos temas que causam mais sedução e vendas. Romances que trazem a guerra como cenário, livros acadêmicos de historiadores e pesquisadores, relatos de testemunhas, biografias povoaram o imaginário sobre a guerra e o mercado editorial, que viu na Segunda Guerra Mundial um atrativo de vendas.

Vários foram os livros e estudos lançados logo após o fim da guerra. Ascensão e Queda do Terceiro Reich de Willian Shirer, publicado em 1960 é um exemplo. Este jornalista que observou a guerra em Berlim em seus primeiros anos narra experiências e olhares sobre a guerra, produzindo um relato detalhado sobre o nazismo e sobre o cotidiano alemão. Winston Churchill, primeiro ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, também escreveu sobre o evento, trazendo seu tom pessoal ao relatar a guerra.

Ainda hoje a Segunda Guerra Mundial é um tema bastante revisitado e muitas são as novas edições lançadas ou mesmo reedições e relançamentos de livros. Novos documentos foram revelados, o que gerou interesses para pesquisadores e historiadores da temática, lançando novos olhares sobre a guerra.

Entre os livros mais polêmicos está o Mein Kampf, de autoria de Adolf Hitler, o líder Nazista. Minha luta, tradução do título do livro, traz em suas páginas as posturas do ditador, e suas expressões de ideias antissemitas e racistas, seguidas pelo Partido Nazista. O livro se configura como um manual da ideologia e de ação nazista. Este livro já foi proibido de circular em diversos país por ser considerado perigoso na influência de grupos neonazistas presentes em todo o mundo. Na Alemanha Nazista Mein Kampf era muito popular.

Outro livro que ficou bastante popular sobre a temática foi O Diário de Anne Frank. O livro foi escrito pela jovem Annelies Marie Frank entre junho de 1942 e agosto de 1944. A publicação traz o diário de uma garota que em 1942, junto de sua família, escondeu-se em um anexo secreto no escritório de seu pai, em Amsterdã. Começando com seu cotidiano antes do confinamento o livro passa a contar as experiências da jovem durante o período em que ficaram confinados.

O final da história é bastante trágico, como os horrores da guerra. Em 1944 a Gestapo fez a detenção de todas as pessoas que estavam escondidas e ao prenderam a família Frank, separaram Anne de seus pais. O Diário de Anne Frank foi devolvido ao seu pai Otto, único sobrevivente, após a morte da menina em um campo de concentração em 1945, quando tinha apenas 15 anos de idade. Em 1947, após o fim da guerra, Otto opta por tornar o diário público, lançando-o em formato de livro. Até hoje o livro é relançado e reeditado em todo o mundo, demonstrando um interesse pela guerra.

A Menina que Roubava Livros é uma publicação recente de 2005 e que fez grande sucesso também nos cinemas. A morte é a narradora do livro e encontra-se com a personagem principal, Liesel Meminger por três vezes na Alemanha nazista.

No Brasil o interesse pela segunda guerra na literatura é bem marcante no livro Olga de Fernando Morais. Lançado em 1985 e depois relançado em 1994, chegando aos cinemas em 2004, o livro traz a biografia de Olga Benário, companheira de Luís Carlos Prestes e militante comunista alemã. A biografia conta sua trajetória até o Brasil, sua trajetória militante, o casamento com Prestes, sua deportação ainda grávida de Anita Leocádia Prestes – nascida em prisão nazista – e sua morte no campo de concentração de Bernburg em 1942.

Referências:

http://origin.guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/guerra-literatura-435842.shtml

MORAIS, Fernando. Olga. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

ZUSAK, Marcus. A Menina que Roubava Livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007.

FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank. Rio de Janeiro: Record