Marcha do Sal

Por Felipe Araújo
Também conhecida pelo nome de Satyagraha, a Marcha do Sal foi um movimento com o objetivo de impedir a proibição da atividade de extração do sal na Índia, que era uma colônia da Inglaterra. Com a medida, um proibição dos britânicos, Mahatma Gandhi iniciou uma caminhada que começou no mosteiro Sabarmati Ashram e terminou em Dandi, pequena aldeia em que o líder revolucionário pegou uma quantidade de sal como gesto simbólico. Mesmo após a prisão do líder indiano, o movimento continuou até Bombaim.

Na realização deste manifesto, Gandhi foi seguido por um bom número de adeptos, porém, o líder indiano não incitou nenhum de seus seguidores a acompanhá-lo, o que impediu uma reação instantânea das autoridades britânicas. A Marcha do Sal foi iniciada no dia 12 do mês de março e terminou somente no dia seis de abril do ano de 1930.

No primeiro dia da marcha, Mahatma Gandhi começou uma caminhada de aproximados 400 quilômetros. Seguido por vários simpatizantes da causa, a caravana manteve-se firme por 25 dias rumo ao litoral. Para descanso e alimentação, o grupo fazia paradas nas cidades em que passava, o que apenas aumentava o número de seguidores da Marcha do Sal. O principal motivo do protesto foi uma imposição da Inglaterra obrigando os indianos a comprarem somente produtos do Reino Unido, impedindo-os de extrair o sal proveniente da Índia.

No último dia da manifestação, 6 de abril, os participantes realizaram o ritual sagrado do banho hindu. Depois, Mahatma Gandhi caminhou até a beira do mar e apanhou um punhado de sal. Então, mecanicamente, seus milhares de seguidores fizeram o mesmo movimento. Como resultado do protesto, mais de cinquenta mil manifestantes foram presos pelas autoridades britânicas, inclusive o líder Gandhi.

Após prenderem Mahatma Gandhi e muitos adeptos da Marcha do Sal, os britânicos achavam que a manifestação iria cessar. Entretanto, os manifestantes continuaram a caminhada, desta vez, indo rumo à região norte, onde se localiza Bombaim. Em ato silencioso, o grupo aproximou-se de depósitos de sal que estavam protegidos por cerca de quatrocentos policiais. Quando chegaram mais perto do produto, as autoridades atacaram-nos com golpes de cassetete. Um a um, os manifestantes foram caindo com as pancadas, sem o mínimo gesto em autodefesa. O mesmo processo ocorria com as colunas que vinham de trás, abatidas da mesma forma.

Fontes:
ROHDEN, Huberto. Mahatma Gandhi: ideias e ideais de um político místico. São Paulo: Alvorada, 1988.
MORENO, Jean; VIEIRA, Sandro. História: cultura e sociedade. O contemporâneo: mundo das rupturas. Curitiba: Positivo, 2010.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_do_Sal