Museu de Arte de São Paulo (MASP)

Por Ana Lucia Santana
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, popularmente famoso como MASP, é hoje um dos principais pontos artísticos da metrópole paulista. Situado na importante Avenida Paulista, artéria cultural de São Paulo, é célebre não só por seu estilo arquitetônico, mas igualmente pelo fantástico conjunto de obras, o mais considerável de toda a América Latina.

Seu nascimento se deu graças à união de esforços entre o criador da empresa Diários e Emissoras Associados, Assis Chateaubriand, e o mestre, ativista da mídia e crítico de arte italiano Pietro Bardi, há pouco tempo em nosso país. Eles foram assessorados por Edmundo Monteiro nesta tarefa, que os apoiou com sua ousadia, a mentalidade avançada demais para o período em que viveu. Assim, o MASP veio à luz no dia dois de outubro de 1947, iniciando então uma trajetória brilhante, tornando-se internacionalmente célebre por possuir, como o Museu do Louvre, uma coleção que engloba da Antiguidade greco-romana à arte contemporânea.

Assis Chateaubriand tinha a intenção, naquele momento, de instituir o museu na cidade do Rio de Janeiro, mas sua intuição empreendedora lhe indicou São Paulo como a sede que lhe daria maiores vantagens, pois nesta megalópole ele obteria os recursos indispensáveis para adquirir as obras de arte imprescindíveis para montar o MASP. O impacto causado pela Semana de Arte Moderna, somado ao desenvolvimento econômico paulista de então, alimentado pelo cultivo do café e pela recente industrialização do Estado, foram fatores decisivos para a opção deste audacioso artífice da mídia.

O casal Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, arquiteta modernista graduada em Roma, responsável pelo design arrojado do prédio que abriga o museu, foi convidado por Chateaubriand para negociar no mercado de arte europeu, então no auge. Pietro, que não aprovou a idéia inicial de fundar um Museu de Arte Antiga e Moderna, alegando que não deve haver separação entre as modalidades artísticas, aceitou a empreitada e deu início ao projeto. Enquanto Lina se dedicava a preservar a paisagem requerida na época para a cidade, por esse motivo optando por um prédio apoiado por quatro colunas, deixando sob o edifício um vão livre de 74 metros, Pietro legava para o MASP um acervo de vinte mil fotografias de obras de arte ocidental, uma das maiores do Planeta.

Edmundo Monteiro, também atuante no Associados, no campo executivo, depois de meteórica ascensão dentro da empresa, não gostava de se expor publicamente, mas seu papel na formação do MASP não foi menos importante, já que ele tinha como tarefa principal conquistar o suporte dos anunciantes para comprar as produções artísticas. Edmundo também agiu junto à esfera pública, lutando para conciliar os interesses do governo municipal de Adhemar de Barros e os do próprio museu. Desta forma ele tornou possível a edificação da sede na qual o MASP está hoje localizado, no coração do Trianon.

Sua estruturação foi realizada de 1956 a 1968, sendo o Museu finalmente inaugurado no dia sete de novembro de 1968, com ninguém menos que a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, entre os convidados.