Paraguai no século XIX

Por Fernando Rebouças
O Brasil se opunha à ideia da Argentina de restabelecer o extinto Vice-Reinado do Prata, e evitava problemas de fronteiras com as nações vizinhas. O Brasil entrou em conflito político com o Uruguai, o Paraguai se ofereceu para mediar a situação, não aceitando e entrando em conflito com o presidente uruguaio Atanásio Aguirre, o Brasil passou a ser considerado questão de guerra por parte do Paraguai.

Durante a ditadura de Francisco Solano Lopez, o Paraguai viveu um momento de grande progresso econômico e militar, tornando-se numa das maiores potências da América do Sul. Além de discordar do Brasil politicamente do conflito Brasil x Uruguai, o ditador Paraguai pretendia invadir territórios da Argentina, Uruguai e Brasil para criar o Paraguai Maior e obter saída para o mar.

No século XIX, o Paraguai não tinha analfabetismo, suas escolas de medicina, matemática, filosofia e direito eram dirigidas por profissionais europeus, entre eles ingleses, espanhóis e franceses. Engenheiros ingleses desenvolveram uma rede de ferrovias, telégrafos, estaleiros e arsenais de guerra mais avançados da América do Sul.

A Guerra do Paraguai durou cinco anos, sendo iniciada no dia 12 de novembro de 1864, e terminada em 1º de março de 1870. Após a guerra, restaram no Paraguai cerca de 200 mil pessoas, cuja maioria eram mulheres em cidades e vilas despovoadas, no país já não havia agricultura, comércio e agricultura.