Primeiros povos da Europa

Segundo Champion, Gamble, Shennan e Whittle, as evidências dos hominídeos da Europa foram criticados quanto à sua datação, especificamente no que tange a chegada destes ao continente. Algumas das interpretações destas evidências foram apresentadas com explicações diferentes entre o neandertal e as populações modernas, e foram demonstrados problemas no estudo de fósseis. Quanto ao entendimento da tecnologia da cultura material dos grupos paleolíticos domina-se o estudo da pedra lascada. Isto envolve estudos de produção de implementos de lasca, floco e lâmina. Estas pesquisas tem melhorado com as recentes descobertas e com o uso do microscópio, os quais contribuíram com o reconhecimento de padrões nas ferramentas de pedra usadas como experimento. Estes autores relatam que os vestígios encontrados eram de maioria ferramentas e equipamentos de sobrevivência e há poucos registros de fósseis humanos para o estudo do período paleológico.

Foram encontrados poucos resquícios de fósseis em comparação com a riqueza de vestígios de objetos do pleistoceno médio na Europa. Em contrapartida, foram descobertos na brecha do vale do Leste africano diversos fósseis do mesmo período. De acordo com Champion, Gamble, Shennan e Whittle, os artefatos evidenciam que os primeiros hominídeos pertenciam à região Leste do continente africano. Os primeiros povos da África pertencentes aos gêneros Homo e Australopitecos foram encontrados na Etiópia, Quênia, Tanzânia e África do Sul, e datam dentre 4 e 1,3 milhões de anos atrás. Para Champion, Gamble, Shennan e Whittle, o hominídeo já possuía caixa craniana de grande proporção há 1,3 milhões de anos. O Homo erectus se desenvolveu ao mesmo tempo que o Australopitecus, e há evidências em sítios arqueológicos que verificaram que ambos foram enterrados nas mesmas regiões. Outros achados iguais a este do Homo erectus foram feitos na China e Java, estes achados estavam espalhados por todas partes da Europa de 1 milhão de anos atrás.

A evidência fóssil dos primeiros hominídeos na Europa não é apenas esparsa, mas também fragmentada. De acordo como Champion, Gamble, Shennan e Whittle, as espécies dos crânios de Steinheim, de Arago e de Petrolona são representantes de áreas de diferentes tipos de caixa craniana. Os crânios de Fontéchevade (França), de Vértesszölös (Hungria), de Swanscombe (Inglaterra) e de Bilzingsleben (Alemanha) possuem ossos cranianos incompletos. Enquanto os crânios encontrados em Atapuerca (Espanha), Mauer (Alemanha) e Montmaurin (França) tinham maxilares menores. Existem debates sobre os agrupamentos destas espécies ainda muitos fervorosos. Cientistas ainda não chegaram ao consenso em atribuir ao Homo erectus ou ao Homo sapiens o título de primeira espécie da Europa. Segundo Gamble, os primeiros povos eram Homo erectus, a exemplo dos sítios arqueológicos de Swanscombe, Petralona, Steinheim e Arago. Conforme O crânio Champion, Gamble, Shennan e Whittle, o crânio de Petralona data dentre 160 mil e 240 mil anos, já o crânio de Swanscombie data 326 mil anos atrás. No leste da Europa localizaram-se os restos de Petralona, ​​Bilzingsleben e Vértesszölös, representativos do Homo erectus, enquanto no oeste da Europa foram achados vestígios em Steinheim e em Swanscombe.

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Bibliografia:

CHAMPION,Timothy; GAMBLE, Clive; SHENNAN, Stephen; WHITTLE, Alasdair. Prehistoric Europe. Nova Iorque: Routledge, 2016, 370 p.

CUNLIFFE, Barry W.(org) The Oxford Illustrated History of Prehistoric Europe. Oxford: Oxford University Press, 2001, 532 p.

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