Revoluções políticas

 “As revoluções só têm geralmente como resultado imediato uma mudança de lugar da servidão”.

(Gustave Le Bon)

Revolução Francesa. Pintura de Jean-Victor Schnetz, 1830.

Revolução Francesa. Pintura de Jean-Victor Schnetz, 1830.

Objetos de estudo em áreas do conhecimento como história, ciência política, sociologia e ciências sociais, as revoluções políticas  foram analisadas por personalidades como Gustave Le Bon, Pitirim Sorokin e Charles A. Ellwood, considerados como formadores do primeiro grupo de estudiosos da primeira geração a pesquisar tais fenômenos. Apresentavam abordagens de caráter descritivo, explicando as revoluções pelo prisma psicológico como a psicologia das multidões de Le Bon.

Há ainda uma segunda leva de pensadores que estudaram as revoluções políticas, notavelmente interessados em descobrir a origem do surgimento das revoluções com fundamento em teorias complexas sobre o comportamento do homem em sociedade. Este grupo pode ser dividido de acordo com a abordagem escolhida para a análise dos fenômenos: política, sociológica e psicológica.

O primeiro grupo (abordagem política) é composto por escritores como Arthur L. Stinchcombe, Peter Ammann, Samuel P. Huntington e Charles Tilly. Todos analisavam as revoluções políticas a partir da ciência política, aplicando a teoria dos conflitos de interesse dos grupos e a teoria pluralista. Nesta visão, as revoluções resultam de conflitos de interesse entre grupos, que não conseguem chegar a um acordo por meio de decisões normais dentro de um sistema político, empregando a força (dotada de recursos instrumentais) para conseguirem chegar aos seus objetivos.

No grupo dos que analisam as revoluções políticas a partir do prisma político estão Mark Hagopian, Edward A. Tiryakian, Mark Hart, Bob Jessop, Neil Smelser e Charles Johnson. Eles seguem a teoria estrutural-funcionalista de Talcott Parsons, fazendo uma leitura da sociedade como um sistema em equilíbrio a partir de subsistemas políticos, culturais, entre outros, atrelados a exigências e recursos. Quando ocorre um desequilíbrio grave entre tais elementos, surgem as revoluções.

Já no caso do terceiro grupo, reúne Denton E. Morrison, David C. Schwartz, James A. Geschwender, Rosalind L. Feierbrand, Ivo K. Feierbrand e Ted R. Gurr. Estes estudiosos analisaram as revoluções a partir de teorias da psicologia como a da frustração-agressão e a cognitiva. Reconheceram as revoluções como um estado de espírito referente às massas e sua frustração com o panorama sociopolítico. Porém, quanto ao motivo da revolta da população, este grupo entra em discordância, apresentando motivos como a discriminação, a recessão ou a modernização.

Fontes:
OLIVEIRA, Robson. A História das Revoluções - Dez maiores revoluções do mundo e os grandes pensadores. Discovery Publicações, São Paulo, p. 57-58. 2013.
http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/a-rebeliao-das-massas-a-origem-dos-movimentos-sociais,60c596875b8cf310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução

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