Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH)

O hormônio liberador de corticotrofina (CRH) é um hormônio sintetizado no hipotálamo, que tem como função a liberação do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), também denominado corticotrofina, pela adeno-hipófise.

Foi isolado, sequenciado e sintetizado em 1981, a partir do hipotálamo de ovinos. Existe uma enorme semelhança entre o CRH humano e o ovino, sendo que os primeiros respondem à administração de ambos. Estruturalmente, apresenta 41 resíduos de aminoácidos.

No organismo, este hormônio é produzido nos núcleos paraventriculares e liberados na eminência média do hipotálamo, atuando sobre a hipófise aumentando a síntese de pró-opiomelanocortina (POMC) e a secreção de ACTH (como já foi dito anteriormente), de β-endorfina e do hormônio melanotrófico (MSH).

Os estímulos para a liberação do CRH convergem para a eminência mediana, levando à secreção destes nos vasos porta-hipofisários. A ligação do CRH com receptores na membrana dos corticotrofos ativa a adenilciclase e eleva o AMPc intracelular, estimulando a síntese do POMC e a secreção de ACTH. Os corticosteróides resultantes da ação do ACTH na adrenal exerce a retroalimentação negativa sobre o eixo hipotálamo-hipófise.

Os neurônios hipotalâmicos que produzem CRH também sofrem influência de diversas regiões do sistema nervoso central. O trato solitário (estrutura encontrada na massa cinzenta do bulbo) influencia núcleos paraventriculares hipotalâmicos, por meio de sinais vindos do coração, pulmão e trato digestivo.

O CRH apresenta papel fundamental na fisiopatologia dos distúrbios relacionados ao estresse crônico, tais como depressão e ansiedade, mecanismo que foi corroborado através de estudos realizados com ratos e primatas. Todavia, os estudos com relação à utilização farmacológica desse hormônio ainda são escassos.

Fontes:
http://www.scielo.br/pdf/abem/v46n6/a04v46n6.pdf
http://www.medicinapratica.com.br/tag/hormonio-liberador-de-corticotrofina-crh/
Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária – Helenice de Souza Spinosa, Silvana Lima Górniak e Maria Martha Bernardi; 4° edição. Editora Guanabara Koogan, 2006.