Revolução digital

Por Fernando Rebouças
Em segundos uma informação circula no mundo. Empresas divulgam suas marcas sem desembolsar verba com impressão ou veiculação de conteúdo coorporativo e publicitário em mídias tradicionais. Milhares de pessoas organizam protestos e se reúnem contra um ditador a partir de troca de e-mails e de mensagens via twitter. Todas as situações citadas são fruto do amadurecimento da revolução digital.

O acesso ao meio digital de armazenagem, manipulação e transmissão de informação mudou o trabalho e a vida das pessoas, a sociedade mergulhou num processo de conversão de informações, antes analógicas e impressas, em códigos digitais. Esse nível de acesso, a partir da segunda metade do século XX, e mais notadamente com a popularização da internet comercial iniciado em meados dos anos 1990, interferiu nas indústrias, na linguagem comunicacional e em diversos segmentos públicos e privados da sociedade.

Nos anos 2000, verificou-se uma aceleração no aumento da aquisição de equipamentos que permitiam amplo acesso às novas tecnologias e novas mídias como o computador pessoal,  o celular e os tablets. O uso intenso dessas novas tecnologias gerou novos formatos para a disposição de uma mesma informação e conjunto de conteúdos dispostos em diferentes plataformas.

A revolução digital permite ao argelino a leitura de um jornal japonês; ao europeu escutar um tango argentino; e ao canadense  assistir a um vídeo brasileiro em minutos. Ainda nos anos 90, a popularização da internet, antes restrita ao exército e instituições acadêmicas dos EUA, eclodiu no mundo o livre acesso a conteúdos digitais, inaugurando o ápice dessa revolução.

Antes da internet e do telefone móvel, a televisão, o rádio e o jornal impresso eram as mais tradicionais fontes de informação e entretenimento das pessoas, mais notadamente verificava-se um maior interesse pelas mídias audiovisuais como a TV e as sala de cinema. A internet e sua penetração na vida das pessoas e das empresas transformou o conceito de localização de conteúdo. Nos dias atuais, para assistir a um filme não é necessário somente ligar a televisão, o equipamento de DVD ou ir ao cinema, é possível assistir o mesmo vídeo, em determinadas situações, na rede mundial de computadores e em qualquer equipamento manual que suporte a visualização de um vídeo.

Outro fator importante é a velocidade. A revolução digital tornou a notícia algo perecível a cada segundo, as opiniões pessoais de leitores e blogueiros são consideradas no mesmo nível de jornalistas e especialistas, num movimento de compartilhamento de opiniões, acesso e retransmissão de conteúdo nunca antes testemunhado a história das mídias na sociedade.

A revolução digital fortaleceu as tendências da globalização moderna e mercadológica, diminuiu as fronteiras geográficas, intensificou a confiança no comércio on-line e permitiu espaços para o chamado ações populares políticas iniciadas e planejadas na rede.

Fontes:
http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/futuro-do-livro-ainda-esta-por-ser-escrito-diz-john-b-thompson
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_digital