SoHo

O SoHo é praticamente a região mais atraente de Londres para quem se considera ‘descolado’, principalmente à noite, quando ela se transforma radicalmente. Localizado no núcleo central do West End, espaço londrino que abriga os melhores ‘points’ turísticos da capital inglesa, em Westminster, esta localidade é povoada por bancas de frutas apetitosas, restaurantes finos, em grande parte italianos, e por pequenos mercados de refeições orgânicas.

Há espaço para todas as manifestações culturais neste charmoso recanto de Londres, especialmente em sua vida noturna. No fim do século XX o Soho fervia ao cair da noite, com os sex shops em plena atividade, os espaços habitados pelas tribos discos e clubs celebrando sempre a presença de um ou outro astro ou estrela famosos, as famosas casas de streaptease, os legendários peep shows, os bares gays, entre outros locais que fizeram a reputação desta região.

Do fim dos anos 80 em diante houve uma mudança no perfil do Soho, com a construção de restaurantes mais sofisticados e de empresas de comunicação, restando ainda alguns pontos da antiga ebulição noturna, mais concentrados na sua parte oeste. Não se pode esquecer também da importância do espaço aí dedicado à indústria do cinema, e da aura exuberante que ainda persiste nesta área, considerada o ‘underground’ londrino.

Há lugar para tudo no Soho, desde pubs fervilhantes, estabelecimentos modernos, bares típicos da Irlanda, outros com feição mais norte-americana, espaços dedicados a gays e a lésbicas, outros para os heterossexuais. Em nenhum lugar de Londres será possível encontrar um bairro com tanta margem de escolha na área do entretenimento.

O Soho tem uma tradição histórica. No século XIX ele era o local escolhido por artistas e livres pensadores da Europa para germinar seus ideais, produzir suas obras, ou mesmo para se ocultarem dos olhos do mundo. Por aí passaram Karl Marx, o criador da teoria socialista; o artista plástico italiano Canaletto; o poeta William Blake, que nasceu neste recanto; entre outros.

Na liberal e visionária década de 60 o Soho ganhou ares de liberação sexual, com suas lojas de produtos sexuais e seus estabelecimentos voltados para a liberação dos desejos humanos, frequentados até mesmo por austeros cidadãos ingleses, os pretensos guardiões da moral da sociedade vitoriana.

Nesta mesma época a Carnaby Street, uma das mais célebres do Soho, tornou-se conhecida por se tornar o cenário idílico do aparecimento da minissaia, bem como de vestes coloridas e estampadas, e das famosas calças boca-de-sino, usadas por quase todos os jovens deste período.

Hoje o Soho é mais conhecido por ser a região gay da capital inglesa, abrigando até mesmo hotéis próprios para este consumidor. Este espaço conquistou, mais que qualquer outro no mundo, o poder da tolerância. É natural, portanto, encontrar lado a lado casais homossexuais e heterossexuais em suas ruas, compartilhando o mesmo espaço.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Soho
http://www.oilondres.com.br/info/soho.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/West_End

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