Acidentes nucleares no Japão

Por Fernando Rebouças
Depois do tsunami ocorrido no dia 11 de março de 2011, o Japão teve que enfrentar uma crise em suas usinas nucleares que tiveram suas estruturas ameaças pelo forte terremoto. Situada no nordeste do Japão, Usina de Fukushima foi a mais vulnerável entra das demais usinas do sistema de produção de energia do pais.

Desde o dia 11, em virtude do terremoto e do tsunami ocorrido na região, a usina de Fukushima teve várias explosões gerando panes e desequilíbrios em seus reatores. As explosões elevaram o nível de radiação no ar que atingiu oito níveis a mais em comparação às condições normais ao redor do reator nuclear.

O governo japonês deslocou centenas de pessoas que moravam num raio de 30 km na região onde estão instaladas as usinas. A situação também foi acompanhada pela Unscear (Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atômica).

No dia 13 de março, a radiação liberada pela usina de Fukushima já havia superado o limite legal de radiação, alcançando um nível de radiação de 882 microsievert, sendo que o limite é de 500 microsievert. No dia 14 de março, a usina de Fukushima sofreu uma nova explosão, totalizando três explosões em menos de uma semana.

Segundo a Tepco (Tokyo Electric Power Co), as duas primeiras explosões ocorreram por causa do acúmulo de hidrogênio, enquanto que a terceira ocorreu na área da piscina de supressão de contenção do reator. Segundo a comunidade científica internacional, a situação não foi tão grave em comparação ao acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido em 1986.

Nos primeiros dias, o acidente nuclear japonês feriu militares e 15 funcionários. O grande problema ocorreu na usina nuclear de Fukushima 1, por causa do terremoto, o sistema de refrigeração da usina nuclear ficou vulnerável. Atendendo a um pedido do governo japonês, o EUA colaboraram no processo de controle das usinas nucleares.

No dia 15 de março, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU) afirmou que a radiação na capital Tóquio estava acima do normal, mas não afetaria a saúde das pessoas, porém, o governo aconselhou que as pessoas permanecessem em suas casas, até a radiação diminuir no decorrer das horas seguintes. O governo japonês também estabeleceu uma zona de exclusão aérea nas regiões monitoradas.

Segundo a agência, o ser humano cotidianamente está exposto a uma radiação média de 2,4 milisieverts. As pessoas que vivem nos arredores de uma usina recebem 1 milisievert a mais durante o ano.

Fontes:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/03/14/governo-japones-confirma-terceira-explosao-em-usina-nuclear.jhtm
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/887980-radiacao-supera-limite-permitido-na-usina-de-fukushima.shtml
http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/explosao-e-ouvida-em-reator-da-usina-de-fukushima-1-no-japao-diz-agencia.html
http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=28010476
Foto: http://www.nydailynews.com/news/world/2011/03/15/2011-03-15_japan_nuclear_crisis_workers_halt_desperate_struggle_to_stop_meltdown_at_fukushi.html