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Imprensa e Sociedade brasileira

A informatização nos jornais do Brasil, iniciou na Folha de S. Paulo, na década de 80. A introdução de computadores na redação gerou a demissão de mais de 70 jornalistas revisores, cujo papel o computador já realizava em programas de auto-correção.

Os jornalistas mais velhos que não se adaptaram à informática também perderam seus empregos, cujas vagas foram ocupadas por jovens jornalistas provindos de faculdades e de remuneração mais baixa. Tais jovens não carregavam a visão política “panfletária” que os jornalistas mais tradicionais, de certo modo, apresentavam.

Virtualmente, a ditadura no Brasil terminou com a eleição de Tancredo Neves em 1985. Em 1989, o país voltou a eleger o seu presidente pelo voto direto, fato que não ocorria desde 1960, porém o processo de abertura e redemocratização não conseguiu democratizar as consciências e o acesso à informação de maneira profunda, pelo menos a curto prazo.

Segundo o geógrafo Milton Santos, “Não há uma real ‘democratização’ na América latina, os governos mantiveram o processo eleitoral, mas não o resto(...) Não é propriamente uma democracia porque a ampliação dos direitos efetivos não foi feitas” . Nos dias de hoje, através do celular e internet, todo mundo comunica, mas poucos analisam ou se conscientizam perante uma notícia.

O avanço da tecnologia nas redações criou uma linha industrial de produção dentro dos jornais. O tempo de uma redação é industrial, o que diminui o tempo de produção das matérias e sua apuração com a sociedade.

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