Estilística

Por Fernando Rebouças
O estudo dos  processos de manipulação da linguagem pelos quais a pessoa que escreve e fala pode exprimir uma mensagem emotiva e intuitiva pelas palavras é conceituado como “estilística”. A estilística é capaz de explicar particularidades no uso da língua.

A estilística é uma área da linguística e estuda a variação do uso da língua em vários grupos e segmentos, estuda tais variações na publicidade, na política, na religião, em obras autorais e num período temporal. O estudioso em estilística visa identificar a capacidade se sugerir e emocionar por meio de fórmulas e efeitos do estilo da palavra.

Além dessa identificação, há os princípios que possibilitem a explicação de determinadas escolhas por estilos específicos por grupos e pessoas. A escolha de um determinado estilo de palavra escrita e falada pode ser justificada pela busca de uma socialização, ou seja, ser aceito por um grupo ou comunidade.

Outros princípios de estudo são a produção de sentido, a recepção de sentido, análise crítica do discurso e crítica literária. A estilística está atento aos níveis de diálogo, aos usos regionais de acentos e a existência de dialetos.

Também estuda , além das referencias de grupos, a língua descritiva, o uso gramatical e particular da língua. O termo “estilística” pode designar relações entre a forma e efeitos no uso de uma determinada língua. Na literatura e na linguística já há diversos estudos, por exemplo, sobre o “grande estilo” de John Milton, “o estilo da prosa” de Henry James, o estilo “épico” e o estilo da “canção popular”.

Cada tipo de uso particular da língua e cada tipo de artigo utiliza um estilo diferente da língua. Uma carta comercial, jurídica e de amor, entre si, demonstram profundas diferenças no uso da palavra e ao teor emocional que as palavras usadas podem gerar. Para cada grupo e objetivo de situação a palavra poder ser regido de modo particular num contexto específico.

Todos os diferentes estilos de linguagem, dentro de uma análise linguística, são registrados de modo técnico que consulta às propriedades de uma variedade da língua, associando a língua a uma situação. O registro está relacionado ao momento ocorrido e ao participante de determinado nível de linguagem.

Como linha de estudo da literatura, a estilística existe desde os estudos retóricos de Aristóteles, Quintiliano e Cícero. Para eles o estilo era o melhor recurso para embelezar e figurar um pensamento.

Segundo Pierre Guiraud, no século XX, a estilística teve quatro fases distintas:

  1. Estilística estrutural ou da expressão – Referente aos primeiros estudos de Charles Bally e Karl Vossler. Bally escreveu o “Tratado de Estilística Francesa” em 1909, tendo como base os ensinamentos de seu mestre, Saussure.
  2. Estilística genética ou do indivíduo – Teve o objetivo de analisar o vínculo do texto literário a uma base psicológica, dentre os estudiosos, destaca-se Leo Spitzer.
  3. Estilística Funcional – Fase desenvolvida pelos estudos de R. Jakobson e abordou a respeito da Comunicação verbal sobre os valores estilísticos.
  4. Estilística textual – Fase de análise de textos em seus aspectos estilísticos sob princípios da linguística estrutural e da gramática generativa. Esses estudos foram muito praticados por M. Cressot, J. Marouzeau e M. Riffaterre.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilística
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/
http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/E/estilistica.htm