Álvares de Azevedo

Por Cristiana Gomes
Manuel Antônio Álvares de Azevedo é o principal nome da poesia ultra-romântica brasileira. Nasceu em 12 de setembro 1831, em São Paulo e faleceu em 25 de abril de 1852, no Rio de Janeiro. Ao passear a cavalo sofreu uma queda. Como já sofria de tuberculose, o acidente agravou ainda mais a situação e esse fato impediu que concluísse a faculdade de Direito. Antes havia estudado no colégio Pedro II.

Foi aluno de Gonçalves de Magalhães (o responsável pela introdução do Romantismo no Brasil com a publicação do livro Suspiros Poéticos e Saudades), além dele foi amigo de Bernardo Guimarães (autor de A Escrava Isaura).

Sempre se soube que ele levou uma vida boêmia e libertina; porém, seus biógrafos mais respeitáveis afirmam que isso não é verdade, pelo contrário, dizem que sua vida era muito calma e serena.

Álvares de Azevedo escreveu poesia, prosa e teatro. Toda sua obra foi escrita em um período de 4 anos (período em que era estudante universitário) e publicada depois da sua morte.

Embora irregular, sua obra é de grande importância na poesia nacional.

OBRAS

- Lira dos Vinte Anos
-Poesias Diversas
-O Poema do Frade
-O Conde Lopo
-Noite na Taverna (prosa)
-Macário (teatro)

As obras Noite na Taverna e Macário retratam um mundo decadente, povoado de viciados, bêbados, prostitutas e pessoas sem rumo ou destino na vida.

Em Noite na Taverna (livro de contos), todos as histórias narradas são fantásticas e envolvem acontecimentos trágicos, amor, morte, vícios, crimes, necrofilia, incesto.

Há um forte pessimismo diante da vida e em todos os valores morais, sociais e religiosos.

Em Macário o autor mistura cinismo e satanismo.

Além desses temas obscuros, o autor também retrata a mulher ora como um anjo ora envolta de erotismo e sensualidade. Nesses dois casos ela está distante do poeta e isso faz com que ele se sinta frustrado.

A morte é usada como fuga, já que não consegue lidar com as dores e decepções deste mundo.

Como já foi dito antes, Álvares de Azevedo é o principal representante da poesia ultra-romântica brasileira (Segunda Geração Romântica).

Era leitor de Byron e Musset (românticos europeus) e foi influenciado por eles.

As obras de Álvares de Azevedo eram populares, e isso o transformou em um dos poetas mais lidos do Romantismo brasileiro.