Eça de Queirós

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

José Maria Eça de Queirós foi um escritor português. Autor da obra “O Crime do Padre Amaro”, considerada o marco inicial do Realismo em Portugal.

Nascido no dia 25 de novembro de 1845 na cidade de Póvoa de Varzim, Portugal. Filho de pai brasileiro, mãe portuguesa e foi criado pelos avós paternos. Era aluno interno no Colégio da cidade do Porto e ingressou em 1861 na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito em 1866. Exerceu a advocacia e seus primeiros trabalhos no jornalismo. Em 1867, já na cidade de Évora, dirigiu o jornal de oposição “O Distrito de Évora”.

Foto de Eça de Queirós.

Eça de Queirós, 1882. Foto: O Contemporâneo, nº 108, Lisboa.

Voltou para Lisboa e iniciou como escritor no folhetim “Gazeta de Portugal”. Em 1869, atuando somente como jornalista, assistiu a inauguração do Canal de Suez no Egito, vivência que inspirou a criação da obra “O Egito”.

Em 1871 escreveu a novela policial “O Mistério da Estrada de Sintra”, com a colaboração do escritor Ramalho Ortigão. Nesse mesmo ano lançou o folheto mensal "As Farpas", recheado de sátiras direcionadas à sociedade portuguesa.

Em 1871, Eça de Queirós profere uma conferência no Cassino de Lisboa, com o tema "O Realismo Como Nova Expressão de Arte". Em 1872 ingressa na carreira diplomática e é nomeado cônsul em Havana, sendo transferido para a Inglaterra em 1874.

Em 1875 é considerado o marco inicial do Realismo em Portugal, com o lançamento do romance "O Crime do Padre Amaro".

Na obra, Eça faz duras e diretas críticas à vida social portuguesa, denunciando a corrupção do clero e a hipocrisia escondida pelos valores burgueses. O autor continua com essa linha de críticas sociais em seu próximo romance "O Primo Basílio", publicado em 1878 e também em "Mandarim" de 1880 e em "Relíquia", 1887.

Em 1888 foi nomeado cônsul em Paris e publicou "Os Maias", história de uma família durante três gerações. Nesse romance, o escritor deixa transparecer uma profunda descrença no progresso, trazendo colocações recheadas de ironia e pessimismo.

Em suas próximas obras, o autor manifesta a valorização das virtudes nacionais e a saudade da vida no campo.
É a fase que traz os romances "A Ilustre Casa de Ramires" e "A Cidade e as Serras", o conto "Suave Milagre" e algumas biografias religiosas.

Eça de Queirós morreu na França, em Neuilly-sur-Seine, no dia 16 de agosto de 1900. Foi o único escritor português a conquistar fama internacional em sua época, sendo considerado o maior representante da prosa realista em Portugal. Teve algumas obras adaptadas para cinema e televisão.

Algumas obras:

  • O Mistério da Estrada de Sintra, 1870
  • O Crime do Padre Amaro, 1875
  • A Tragédia da Rua das Flores, 1877-78
  • O Primo Basílio, 1878
  • O Mandarim, 1880
  • As Minas do Rei Salomão, 1885, tradução
  • A Relíquia, 1887
  • Os Maias, 1888
  • Uma Campanha Alegre, 1891
  • O Tesouro, 1893
  • Adão e Eva no Paraíso, 1897
  • Suave Milagre, 1898
  • Correspondência de Fradique Mendes, 1900
  • A Ilustre Casa de Ramires, 1900
  • A Cidade e as Serras, 1901
  • Contos, 1902
  • Prosas Bárbaras, 1903
  • Cartas da Inglaterra, 1905
  • Ecos de Paris, 1905
  • Cartas Familiares e Bilhetes de Paris, 1907
  • Notas Contemporâneas, 1909
  • Últimas Páginas, 1912
  • A Capital, 1925
  • O Conde de Abranhos, 1955
  • Alves & Companhia, 1925
  • O Egito, 1926

 

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