Literatura argentina

Considerada uma das mais prolíficas da América Latina, a literatura argentina apresenta obras em inúmeros gêneros e, entre seus representantes, estão Ernesto Sabato, Leopoldo Lugones, Julio Cortázar e Jorge Luis Borges. De acordo com Daniel Reinoso, no livro “Literaturas Americanas” (editora ediPUCRS): “Diferente do acontecido em outros países da América, na Argentina não houve literatura anterior à colonização: ela nasceu junto com a pátria”.

Entre as primeiras obras encontradas por historiadores, o conto “O matadouro”, de autoria de Esteban Echeverría, é considerado o fundador da literatura da Argentina. Este relato tem data no século XIX e é uma descrição da forma brutal como o gado era torturado e assassinado em Buenos Aires. De acordo com alguns críticos, o conto, em estilo realista, não condiz com as obras produzidas naquela época. Echeverría era considerado um autor de cunho político e, além deste conto, escreveu “Elvira o la novia del Plata (1832)”, “Don Juan (1833)”, “Carlos”, “Mangora”, “La Pola o el amor y el patriotismo”, entre outros títulos.

Outro nome importante para a literatura argentina foi Domingo Faustino Sarmiento que, no ano de 1845, publicou "Facundo", obra que apresenta Facundo Quiroga, um caudilho argentino retratado como um ícone da barbárie. Descrevendo-o desta forma, Sarmiento coloca-se do outro lado, favorável à civilização e ao progresso da nação argentina.

No que se refere à literatura gauchesca, que conta a maneira de viver e a linguagem do gaúcho, o primeiro título argentino é “Fausto”, escrito por Estanislao do Campo, poeta argentino. Esta obra é uma sátira em versos em que a representação “Fausto”, de Charles Gounod, é retratada pelo linguajar de um gaúcho.

Outra obra conceituada da literatura do país é "O gaúcho Martín Fierro", poema de José Hernández publicado em dois fascículos no ano de 1872. Esta obra é considerada como parte da literatura universal e já foi, até mesmo, considerada como o “Don Quixote argentino" por críticos literários. Entre outros aspectos, é um exemplo de “argentinidade”.

No século XX, após o final de guerras internas e com um governo de cunho liberal, o país vê florescer grandes poetas como Leopoldo Lugones, autor de “Las montañas del oro (1897)”, “Los crepúsculos del jardín” (1905), “Lunario sentimental” (1909), “Odas seculares” (1910), entre outras.

Nos anos 40, firmam-se os nomes de Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. O primeiro, autor de livros de contos como “Ficciones” (1944), “El Aleph” (1949), “La muerte y la brújula” (1951) e “El informe Brodie” (1970), foi injustiçado por nunca ter ganhado um Prêmio Nobel de Literatura, na opinião de críticos. O segundo, tido como um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, tem como obra mais conhecida “Rayuela” (O Jogo da Amarelinha), publicada em 1963, além de livros influentes como "Las armas secretas" (1959) e "La isla a mediodía y otros relatos" (1971).

Fontes:
Galeno, Cicero Lopes (org.). Literaturas americanas. Porto Alegre: ediPUCRS, 2012.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar
http://www.slideshare.net/carloshachece/literatura-argentina-con-wikipedia

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