Literatura boliviana

Um dos fatores que prejudicou a produção literária na Bolívia foi a agitação política que o país passou. Fora inúmeras revoluções, golpes de Estado, guerras civis e confrontos com países fronteiriços, além de uma ditadura que durou de 1964 a 1982. Nestes acontecimentos, talentos foram obrigados a sair do país ou acabaram sendo censurados pela pressão que ocorria internamente.

Atualmente, a cultura literária boliviana encontra-se bastante avançada em relação aos anos anteriores. Entre os principais nomes da literatura boliviana, destacam-se os escritores: Franz Tamayo, Óscar Alfaro e Adela Zamudio.

Os primórdios das letras no país remetem aos incas, que desenvolveram aparelhos chamados quipos, fabricados com corda e lã e que serviam para registrar fenômenos marcantes. No que se refere à linguagem escrita, era a transcrição direta da oralidade dos incas, sábios e outros povos. Entre os temas presentes nestes escritos, encontram-se as tradições culturais, religião, descrições da natureza, entre outros.

Naquela época, existia a literatura nativa quíchua, família importante de línguas indígenas da América do Sul. Dela foram extraídas bonitas canções, lendas, histórias de heroísmo, hinos de religião e poesias. A poesia quíchua era cantada e acompanhada por músicos. Geralmente, era manifestada por sacerdotes e poetas homenageando os deuses. Era cantada em festas, em tempos de paz e durante conflitos.

Durante o período colonial, a literatura boliviana teve escritores como Antonio de la Calancha e Vicente Pazos Kanki. Além destes, nesse período encontra-se Bartolomé Arzáns de Orsúa y Vela, o autor de “Historia de la Villa Imperial de Potosi”, considerada a primeira obra literária boliviana.

Durante o século XIX, no período literário pós-colonial, o maior expoente é Juan Wallparrimachi, escritor, poeta autor de “Mi Madre”, “Tu Pupila”, “La Partida”, “Despedida” e “Amame”. Outro nome importante foi Gabriel René Moreno, historiador, bibliográfico, crítico literário e educador considerado o “príncipe de los escritores bolivianos”.

No começo do século XX, surgem as primeiras obras literárias. Entre os principais autores daquela época destacam-se Javier del Granado, Enrique Finot, Tristán Marof, Abel Alarcón, Demetrio Canelas, Lindaura Anzoategui Campero, Adela Zamudio, Armando Chirveches, Jaime Mendoza, Gregorio Reynolds, Franz Tamayo, Alcides Arguedas, Ricardo Jaimes Freyre e Nataniel Aguirre.

Entre os autores contemporâneos, os principais nomes são Giovanna Rivero, Adolfo Cárdenas, Víctor Montoya, Juan de Recacoechea, Homero Carvalho, Ramón Rocha Monroy, Cé Mendizábal, Wolfango Montes, Gonzalo Lema e Edmundo Paz Soldán. Esta corrente de novos escritores foi impulsionada pelo Prêmio Nacional de Novela, criado em 1998 para promover e difundir a literatura boliviana.

Fontes:
Galeno, Cicero Lopes (org.). Literaturas americanas. Porto Alegre: ediPUCRS, 2012.
http://en.wikipedia.org/wiki/Bolivian_literature
http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Wallparrimachi
http://www.ablij.com/
http://www.andesacd.org/wp-content/uploads/2011/12/Literatura-Boliviana-1883.pdf

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