Literatura paraguaia

O idioma guarani e o castelhano foram as duas fontes iniciais para a produção de literatura no Paraguai. Apesar de terem sido as línguas iniciais do país, a produção em castelhano sobrepõe-se ao material encontrado em guarani. Entre as escolas literárias hispano-americanas, a paraguaia é uma das menos conhecidas. Fora da nação, poucos autores são lidos. Apesar disso, podem ser citados autores paraguaios de destaque como e Augusto Roa Bastos, Rubén Bareiro Saguier, Elvio Romero, Gabriel Casaccia e Josefina Pla.

O panorama político no Paraguai, assim como sua situação cultural e econômica, foram fatores que influenciaram a produção literária. O país passou por períodos de censura na época da ditadura militar, que durou 35 anos (1954-1989). Pessoas eram presas de forma arbitrária, exiladas e reprimidas dentro do país. Aproximadamente um terço da população paraguaia (um milhão de pessoas) foi perseguido naquela época. Entre os exilados e desparecidos, estavam artistas e escritores.

No livro “Os melhores contos da América Latina”  (editora Agir), Flávio Moreira da Costa conta um pouco da história de Augusto Roa Bastos, que “teve sua vida marcada pela dureza e mazelas da história de seu país: aos 15 anos foi enfermeiro voluntário durante a Guerra do Chaco, e de sua vida toda, em consequência da longeva ditadura de Alfredo Stroessner, viveu por mais de 40 anos no exílio (...)”.

Neste aspecto, encontra-se muito da produção literária do país sendo criada por autores paraguaios em outros países, sendo considerada mais numerosa do que a produzida na pátria. Elvio Romero e Hérib Campos Cervera, dois poetas bastante conhecidos no Paraguai e em outros países, escreveram a maior parte de suas obras em Buenos Aires (Argentina) na época em que se encontravam exilados. Campos Cervera foi um dos poetas mais prolíficos da chamada Geração de 40 da literatura paraguaia, grupo que contava ainda com Augusto Roa Bastos e Josefina Pla. Os três tiveram extrema influência na literatura contemporânea do país.

Nas décadas seguintes, surgem novas obras e escritores. Nos anos 80, com incentivos editoriais que favoreciam o surgimento de novos autores, a literatura paraguaia desenvolve-se por intermédio de um conjunto de editoras. O Paraguai, que até então era conhecido por grandes poetas, ganha notável desenvolvimento no campo narrativo, gênero que até aquele momento não tinham grandes representantes.

Apesar disso, o Paraguai é mais conhecido pela sua produção poética. Entre os autores, podem ser citados: Narciso R. Colmán, Marcelino Pérez Martínez, Félix Fernández, Enrique E. Gayoso, Mauricio Cardozo Ocampos, José Asunción Cunha, Julián Bobadilla, Crispiniano Martínez González, Clementino Ocampos, Pedro Azinheira Ramos, e Gabino Ruíz Díaz Torales.

Fontes:
COSTA, Flávio Moreira da (org.). Os melhores contos da América Latina. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraguai
http://ca.encydia.com/es/Literatura_de_Paraguai
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/search/label/Poetas%20Paraguaios

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