Neocrítica

Na década de 20 difundiu-se nos Estados Unidos uma nova teoria literária, a Neocrítica, também conhecida como Nova Crítica. Seus adeptos pregam a ruptura entre o conjunto da obra e a vida de seu criador, para que o texto em si seja o foco principal. Desta forma ela desbarata a abusiva convergência para a biografia do autor, tão em voga entre os críticos da época.

Além disso, a Neocrítica despreza igualmente o exame da narrativa do ponto de vista do ambiente social ou cultural.  Um dos tópicos mais abordados por estes estudiosos é o da Leitura Atentiva, uma análise detalhada da obra, defendida pelo poeta T. S. Eliot. Este movimento nasceu na América do Norte nos anos 20 e 30, mas chegou ao ápice nos anos 40 e 50. O ambiente mais propício a esta teoria foi o acadêmico, e seu centro difusor foi a Universidade de Yale.

Os estudiosos se consagravam especialmente aos parâmetros técnicos e defendiam a aplicação dos quesitos científicos também aos textos. Eles rompiam com o corpo teórico convencional, predominante há vários séculos, concentrado no historicismo. Agora o conjunto textual é considerado um agente independente que se refere a si mesmo.

O sentido do texto provém da sua análise restrita e minuciosa, com a ajuda dos preceitos de que o crítico lança mão na sua leitura da obra. Entre os integrantes mais conhecidos desta escola estão T.S. Eliot, I.A. Richards e Cleanth Brooks. O conceito de ambigüidade – quando palavras, frases e expressões alimentam vários significados diferentes e permitem diversas leituras - é dos mais significativos no interior da Neocrítica. Vários adeptos desta corrente se maravilharam com este poder do texto.

Na década de 30, por exemplo, I. A. Richards incorporou o vocábulo do psicanalista Sigmund Freud, ‘sobredeterminação’, para aludir aos inúmeros sentidos incessantemente ocultos no código lingüístico, segundo seu ponto de vista. Ele considerava supersticiosa a crença em somente um significado do texto, como defende em seu livro The Philosophy of Rhetoric.

No ano de 1954 os teóricos William K. Wimsatt e Monroe Beardsley elaboraram um ensaio conhecido como ‘A Falácia Intencional’, onde ambos rejeitavam intensamente todo debate sobre o objetivo do escritor ou acerca do sentido almejado. Para os dois os vocábulos impressos na página do livro eram a essência, o mais significativo na análise literária. As outras significações eram na realidade insignificantes, e só prejudicavam o entendimento do texto. Essa crença tornou-se o cerne da Neocrítica.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocr%C3%ADtica

http://obelletrista.wordpress.com/tag/palavra/

http://www.mexpovino.com/quais-sao-as-teorias-da-critica-literaria.html

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