A Travessia

Anthony Spencer não carece de bens materiais, riqueza, poder. Mas ele paga um preço muito elevado por estas conquistas efêmeras, torna-se um ser insensível, e se oculta sob uma máscara de fino trato social. Porém em seu íntimo abriga um egocentrismo desmedido, bem como um vazio impossível de preencher enquanto não modificar sua forma de pensar e de ver o mundo.


Esta oportunidade chega vestida de morte. Sem tempo para nada, nem mesmo para cuidar da saúde, ele é vítima de um derrame cerebral que imediatamente o leva ao coma. Totalmente só, distante dos familiares, o protagonista é socorrido por estranhos. Ao ‘despertar’ percebe que está mergulhado em um universo aparentemente irreal.

Aí o protagonista se depara com os únicos moradores, um homem misterioso identificado como Jesus e uma senhora que acredita ser o Espírito Santo. Anthony se vê diante de um cenário assustador, o qual retrata nada mais, nada menos que o seu próprio íntimo, tudo que cultivou espiritual e emocionalmente quando estava vivo. Ele fica petrificado e não suporta a dor que sente na alma. Neste estado suplica por um novo ensejo.

Suas orações são atendidas e ele retorna ao Planeta, onde terá a chance de vivenciar uma intensa ligação com vários seres. Nesta aliança Anthony vai ser capaz refletir e de analisar sua própria existência. Nesse ínterim poderá ver por meio dos olhos alheios e terá condições de compreender seus pontos de vista, suas expectativas, seus temores e os maiores obstáculos.

Tony tentará se redimir. Neste percurso será obrigado a utilizar um dom que lhe foi conferido, o de levar a cura a uma única pessoa. Será que o protagonista será forte e sábio o bastante para realizar a opção correta? Mais uma vez o autor oferece ao leitor uma narrativa que enfoca nosso poder de escolha, e revela o quanto esse livre-arbítrio pode atingir não apenas a nós mesmos, mas igualmente aqueles que se encontram ao nosso redor.

Pouco a pouco o protagonista vai se dar conta de que não é possível ignorar os caminhos que escolheu e suas seqüelas. Aprende, então, a encará-las frente a frente. Da mesma forma ele vai percebendo que os instantes raros estão ocultos na simplicidade. As pessoas geralmente estão atarefadas demais na incessante busca do êxito material para ter esta percepção. Infelizmente, ao agirem desta maneira, renunciam à convivência com o outro e a tudo o que é mais sagrado em prol das velhas ilusões.

Apesar deste livro não ser uma sequência de A Cabana, aposta também na ideia de combater a distância que se estabeleceu entre o Homem e Deus. O autor comprova que o sagrado está presente em tudo e em todos. E mais uma vez o leitor estará diante de uma história que terá tudo para tocar seu coração.

William P. Young nasceu em Alberta, no Canadá. Porém sua meninice transcorreu na região de Papua Nova Guiné, ao lado de seus pais, os quais cumpriam uma missão em uma tribo. O autor financiou suas pesquisas no campo da religião atuando como DJ, salva-vidas e em vários outros trabalhos temporários. Graduou-se em Religião no Estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Fontes:
http://www.editoraarqueiro.com.br/autores/ver/32
http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/177

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