Macunaíma

Por Ana Lucia Santana
A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, foi dividida em 17 capítulos.

Foco Narrativo

macunaimaTerceira Pessoa  - A trama é conduzida na terceira pessoa, por um narrador onisciente, talvez o próprio autor.

Tipo de Linguagem

Linguagem oral, a fala cotidiana do brasileiro.

Tempo

A história se passa no século XX, mas o tempo mítico predomina nessa obra, pois os mitos e lendas não se enquadram na cronologia tradicional.

Cenário

  • Selva Amazônica  -  Terra natal de Macunaíma.
  • São Paulo  -  O herói parte para São Paulo em busca da muiraquitã. Ele se torna branco antes de passar por essa cidade. Aí o autor reflete sobre a relação entre o Homem e a Máquina.
  • Espaço Mítico  -  Em várias passagens o autor percorre em um piscar de olhos várias regiões do Brasil.

Personagens

Macunaíma

O herói, desprovido de qualquer valor moral.

Jiguê

Irmão do meio; vigoroso, sempre perde suas companheiras para Macunaíma.

Maanape

Irmão mais velho; é feiticeiro.

Ci, a Mãe do Mato

Companheira de Macunaíma por muito tempo. Mãe do seu filho, que morre envenenado. Ela presenteia o herói com a muiraquitã.

Sofará, Iriqui e Suzi

Companheiras de Jiguê que se tornam amantes de Macunaíma.

Venceslau Pietro Pietra

Piaimã, gigante comedor de gente.

Ceiuci

Caapora, esposa do gigante.

Princesa

Última companheira de Macunaíma, ela o trai com Jiguê.

Enredo

Capítulo I: Macunaíma

Macunaíma nasceu negro e feio. Foi parido pela índia tapanhumas no Uraricoera.  Ele permaneceu seis anos sem falar, por pura preguiça. Desde pequeno já vivia na malandragem e era louco por dinheiro e pelas mulheres. Os sonhos do protagonista tinham sempre um teor imoral. Ele vivia distante dos princípios morais.

Ao completar seis anos, o herói ganhou água em um chocalho e a partir daí passou a falar sem problemas. Ele tinha dois irmãos: o idoso Maanape, feiticeiro, e Jiguê, homem vigoroso que vivia na companhia de Sofará. Um dia a mãe de Macunaíma não quis acompanhar o filho em um passeio e pediu que a nora fosse em seu lugar. Na mata o protagonista se transformou em um belo príncipe e brincou com ela. Depois disso, bastava ele choramingar que a cunhada o acompanhava na caminhada.

Macunaíma inventou de fazer uma armadilha oculta para apanhar uma anta. Assim ele obteve a caça antes de Jiguê, mas este, no momento de dividir a carne, reservou apenas tripas ao herói. Este ficou furioso e quis se vingar. No dia seguinte o irmão dele flagrou Macunaíma com Sofará no mato, bateu no herói e devolveu a companheira para a família dela.

Capítulo II: Maioridade

Jiguê arranja outra mulher, Iriqui. Assim que a carne de anta foi devorada, a tribo ficou faminta. Maanape decidiu caçar um boto, mas o pai do animal, Maraguigana, se enfureceu e enviou uma enchente para dar fim ao milharal.

Macunaíma teve uma ideia. Ele iludiu sua mãe, pediu que ela cerrasse os olhos e, quando ela os abriu de novo, os dois estavam na outra margem do rio, rodeados de alimentos fartos. Mas a índia quis levar uma parte da refeição para os outros filhos. O protagonista ficou com raiva e os transportou mais uma vez para a velha casa. Voltaram a sentir fome.

Para castigar o herói, a mãe o deixou sozinho no meio do mato. Após uma semana sem rumo, ele encontrou o Curupira. Ele lhe deu um pedaço da própria perna para comer e depois passou a caçar o herói, sempre se guiando por sua carne, já na barriga de Macunaíma; ela respondia aos seus apelos e denunciava a localização do protagonista. Ele se libertou do monstro ingerindo lama e vomitando a carne.

Logo em seguida encontrou a Vó Cotia, que fabricava farinha. Ela lhe deu de comer, mas ao saber do que ele havia aprontado com a família, derramou caldo de aipim envenenado no corpo dele e assim Macunaíma cresceu. Apenas a cabeça não foi atingida pela substância, permanecendo em estado infantil.

Ele voltou para a tribo e passou a brincar com Iriqui. Jiguê descobriu tudo, mas diante do novo corpo do irmão, agora vigoroso, decidiu não criar problemas. Macunaíma ameaça se vingar da mãe. Sem querer, ele a mata ao caçar uma viada que tinha acabado de dar à luz; ao se aproximar, vê a própria mãe morta. Ele e os irmãos, após muito sofrer, enterraram o corpo sob uma pedra no Pai da Tocandeira. Os irmãos e Iriqui decidiram sair mundo afora.

Capítulo III: Ci, a Mãe do Mato

Na nova jornada os quatro se deparam com Ci, Mãe do Mato. Macunaíma logo quis brincar com ela, mas a icamiaba despertou e confrontou o herói. Após levar a pior, ele recorreu aos irmãos, os quais deram um golpe na cabeça dela. Macunaíma brincou com ela enquanto a mesma estava inconsciente. Ele se tornou o novo Imperador do Mato-Virgem. Seis meses se passaram e ela deu à luz um filho de pele vermelha. Uma noite Macunaíma se embebedou e não olhou por sua esposa. A Cobra Preta chegou e sugou o leite do único seio ativo de Ci. O bebê mamou no mesmo peito e morreu envenenado.

Após o sepultamento do bebê, Ci retirou de seu colar uma muiraquitã célebre e presenteou Macunaíma com essa pedra. Depois ela ascendeu aos céus por meio de uma corda; a Mãe do Mato se converteu em estrela, a Beta do Centauro. Na cova do filho brotou o guaraná.

Capítulo IV: Boiúna Luna

O herói partiu com seus irmãos, com a muiraquitã nos lábios furados. Ele embarcou em mais uma aventura ao enfrentar a boiúna Capei (cobra-grande). Ela fizera morada sob uma pedra que, antes, era uma bela jovem. Macunaíma derrotou a serpente e a cabeça dela começou a persegui-lo. Ele e os irmãos se ocultaram em uma choupana até descobrir que Capei só os seguia porque se tornara escrava dele. Capei se transmuta na cabeça da lua.

Macunaíma descobre que perdeu a Muiraquitã. Um uirapuru o encontra arrasado e lhe conta que a jóia foi parar nas mãos de um mercador peruano chamado Venceslau Pietro Pietra.  O proprietário desse objeto mágico enriqueceu, se tornou fazendeiro e reside em São Paulo. Macunaíma decidiu ir para a metrópole atrás do amuleto e os irmãos o acompanharam.

Capítulo V: Piaimã

Antes de ir para São Paulo, Macunaíma deixa sua consciência na ilha de Marapatá. Ele toma banho em uma água mágica e sua pele fica branca, os olhos azuis e os cabelos loiros. Jiguê também decide se banhar na piscina natural, mas como o irmão já tomou banho nela, o máximo que ele consegue é obter a cor do bronze. Maanape fica com o restinho da água e só molha a palma das mãos e dos pés. Eles pretendem se sustentar com o cacau, mas ele não vale como moeda de troca em São Paulo.

Macunaíma teme ter que arranjar um emprego. Na primeira noite nessa cidade o herói dorme com três prostitutas brancas. A princípio o herói fica desnorteado, principalmente ao conhecer as máquinas, que ele confunde com os ruídos dos animais na floresta.  Ele e os irmãos se hospedam em uma pensão. Jiguê é convertido em telefone e faz uma ligação para os cabarés, pedindo lagostas e francesas.

O herói descobre que Pietro Pietra é o gigante Piaimã, que come as pessoas e vive com a Caapora. Na primeira vez em que eles se encontram, o titã mata Macunaíma com uma flechada e o fatia em partes pequenas. Maanape, auxiliado por uma formiga e um carrapato, consegue trazer o protagonista de volta à vida. Depois de ingerir guaraná o herói se fortalece. Ele se prepara para desafiar o gigante; obtém uma arma, muitas balas e uísque.

Capítulo VI: A francesa e o gigante

Macunaíma se disfarça de francesa e vai a um encontro com o gigante. Piaimã tenta seduzi-lo; ele se aproveita e pede para ver a muiraquitã. Pietro Petra lhe mostra a pedra. Ele diz à falsa francesa que adquirira a jóia da própria Imperatriz das icamiabas. Depois Venceslau quis brincar com a francesa e o herói fugiu pelo jardim. Piaimã o seguiu e o aprisionou em uma cesta. Macunaíma conseguiu se libertar e foi caçado por Xeréu, o cachorro do gigante. Ele acabou indo parar na Ilha do Bananal. Em um formigueiro o animal o deixou sem saída. Piaimã tentou de tudo para tirá-lo daí, mas o herói resistiu. Só conseguiu fugir quando teve a ideia de tirar toda a roupa e jogar pela entrada do seu esconderijo. Quando já não restava mais nada, ele ofereceu o próprio órgão genital. Cego pela fúria, o gigante não percebeu o ardil e lançou o mais longe possível o falo dele, com Macunaíma junto. Ele retornou para São Paulo.

Capítulo VII: Macumba

Para derrotar o gigante, Macunaíma vai para o Rio de Janeiro e procura um terreno de Exu, comandado por Tia Ciata, negra velha ancestral e mãe-de-santo. Uma meretriz dá passividade a Exu e o protagonista é escolhido como filho dessa entidade. Macunaíma pede a oportunidade de se vingar do gigante. O ente espiritual lhe concede a realização desse desejo e o corpo da polaca passa por inúmeros sofrimentos e martírios; simultaneamente Piaimã é submetido à mesma tortura. Aí Macunaíma prova cachaça pela primeira vez.

Capítulo VIII: Vei, a Sol

Após a macumba, Macunaíma encontra a árvore Volumã. Para se vingar de uma trapaça do herói, ela o lança em uma pequena ilha deserta. Aí, enquanto ele dorme, um urubu faz suas necessidades sobre a cabeça dele. Ao acordar, Macunaíma desejou partir para o céu, mas ninguém quis levá-lo, pois ele fedia. Somente Vei, a Sol, aceitou o herói e ordenou que suas três filhas o deixassem bem limpo. Vei pretendia convencer o protagonista a se casar com uma delas; ele ganharia a Europa, a França e a Bahia. Mas deveria ser fiel à esposa. Macunaíma aceita e promete fidelidade, mas não consegue cumprir seus propósitos. O preço que Vei lhe impõe é perder a fonte da juventude eterna, que seria seu presente de casamento. O monstro Mianiquê-Teibê tentou devorar Macunaíma, mas acabou comendo a jovem que brincava com o herói.

Capítulo IX: Carta pras icamiabas

De volta a São Paulo Macunaíma escreve uma carta para as icamiabas em estilo clássico, descrevendo tudo que encontrou nessa cidade e pedindo a elas que enviem mais recursos financeiros.  Conta também que está prestes a resgatar a muiraquitã.

Capítulo X: Pauí-Pódole

O gigante se cura da surra e repousa sobre a muiraquitã. O herói anda por São Paulo e durante as festas do Dia do Cruzeiro ele discursa narrando o mito nativo do Pai do Mutum, ou Pauí-Pódole, o autêntico Cruzeiro do Sul.

Capítulo XI: A velha Ceiuci

Macunaíma inventa histórias de caçadas fartas ao se frustrar em uma tentativa de apanhar uma caça melhor no Bosque da Saúde. Todos descobrem a mentira, confessada por ele mesmo. Depois disso ele revida implicando os irmãos em uma brincadeira em via pública. Tudo termina mal quando o herói quase é levado para a prisão. Ele foge. Numa disputa com Chuvisco, Macunaíma é derrotado ao tentar assustar o gigante. Então ele vai pescar no Tietê e cai na rede de Ceiuci, esposa de Piaimã. Ele é deixado na sala da casa do gigante enquanto a mulher vai preparar tudo para assá-lo. Mas a filha caçula de Ceiuci o encontra e o esconde no quarto dela, onde os dois começam a brincar. No fim da história ele teve que fugir da velha. Nessa fuga passa por inúmeras aventuras e por boa parte do país. No fim o tuiuiú virou avião e o trouxe de volta para São Paulo. A filha caçula do gigante se transforma em cometa.

Capítulo XII: Tequeteque, chupinzão e a injustiça dos homens

Macunaíma fica com sarampo, mas é curado. O gigante vai para a Europa com seus familiares. Macunaíma faz de tudo para ir também, como pintor, com pensão do governo, mas seus planos são frustrados. Ele cai no golpe do mascate e fica sem dinheiro. O herói testemunha uma cena que considera injusta, protagonizada por um pequeno tico-tico e um chupinzão. O protagonista é enganado por um macaco, crê que pode quebrar os próprios testículos para comer e morre. Seu corpo é conduzido para a pensão, onde Maanape o ressuscita de novo. Esse mesmo irmão dá um jeito de ajudar Macunaíma a ganhar no bicho o tempo todo.

Capítulo XIII: A piolhenta do Jiguê

Macunaíma apanha erisipela e os irmãos cuidam dele com medicamentos indicados pelos brasileiros. Jiguê conquista uma nova companheira, Suzi. Macunaíma logo passa a brincar com ela e o irmão começa a suspeitar. Ele acaba flagrando os dois amantes e bate em ambos. Reclusa em seu quarto, a jovem se distrai catando piolhos; entre traições e flagrantes, Jiguê a manda embora e ela decide morar no céu; torna-se a estrela que pula.

Capítulo XIV: Muiraquitã

Piaimã retorna da Europa. Macunaíma passa a vigiar a casa dele. Macunaíma narra a bela história da onça Palauá e do automóvel. Em uma ocasião, o gigante apanha o próprio motorista do táxi em que o herói tinha vindo e o lança em uma panela de ferro com macarrão fervente. Macunaíma, que teria a mesma sorte, resolve ludibriar o gigante. Ele inverte o jogo e lança o gigante no tacho. O odor intenso deixa o herói inconsciente. Ao despertar, ele vê Piaimã sem vida. Então o protagonista resgata a muiraquitã e retorna para a pensão.

Capítulo XV: A pacuera de Oibê

Os irmãos voltam para suas terras. No caminho pelo Araguaia o exército de passarinhos saúda o herói, que volta a assumir o título de Imperador do Mato-Virgem.  Macunaíma resgata Iriqui, sua companheira. Ele encontra Mapinguari, macaco-homem que adora bulinar as jovens e o confunde com uma mulher, só o deixando partir após ver seu órgão genital; o herói cruza seu caminho com o monstro Oibê, o minhocão pavoroso, que o hospeda. No momento da refeição ele nega a Macunaíma um pedaço de pacuera. O protagonista o ilude e rouba-lhe a caça. Oibê o persegue mato afora. Na fuga Macunaíma transforma um pé de carambola em princesa, volta para a companhia dos irmãos e de Iriqui, que fica com ciúmes da outra mulher, pois agora o herói só queria namorar a princesa. Oibê se transforma em cachorro-do-mato. Iriqui vira estrela no céu.

Capítulo XVI: Uraricoera

Enfim o grupo chega ao rio Uraricoera, a terra natal. Depois acham a choupana antiga. O herói adoece; estava com malária. Todo mundo foi para o trabalho, menos ele, que voltou para a ilha de Marapatá à procura de sua consciência na foz do Rio Negro. Ele não a encontrou mais, porém se apropriou da consciência de um latino-americano e partiu feliz.

O bruxo Tzaló, que só tinha uma perna, escondia um tesouro, uma cuia mágica; era só afundar esse recipiente no rio e depois virar na praia; dela emergiam muitos peixes, que surgiam do nada. Jiguê furtou essa cabaça e retornava para a cabana todos os dias com uma grande quantidade de peixes. Macunaíma percebeu qual era a magia do irmão e, sem que ele soubesse, realizou o mesmo feito, mas perdeu a cuia.

O feiticeiro Caicãe possuía uma viola mágica; sempre que a tocava, as caças se acumulavam diante dele. Jiguê se apossou desse instrumento e depois o herói a roubou dele. Na hora da caçada, ele se acovardou diante de tantos animais e fugiu. Na corrida Macunaíma danificou a viola.

Jiguê fica revoltado e decide não caçar nem pescar. Todos ficam com fome. O herói decide partir para o revide. Ele lança um feitiço sobre um anzol, um dente de sucuri. Seu irmão não resiste à tentação e apanha o objeto. O dente afunda em sua mão e aí lança seu veneno. A lesão consome Jiguê gradualmente até só lhe restar a sombra. A princesa, já interessada nele, resolve se vingar de Macunaíma. A sombra de Jiguê envenena o herói, mas ele se livra do veneno ao contagiar tudo e todos a sua volta.

Jiguê, enfurecido, decide engolir todos. Seu objetivo maior era Macunaíma, mas ele consegue evitar esse fim. Maanape e a princesa são devorados pela sombra de Jiguê.

Capítulo XVII: Ursa maior

O herói passa a sofrer com a solidão em sua choupana. Todos partiram, até os papagaios que sempre estavam ao seu lado. Só restou um, o aruaí. É para ele que o protagonista conta toda sua história.  Mas, no fim, até esse pássaro parte. Para aliviar o isolamento, Macunaíma decide brincar com a Uiara no fundo de uma lagoa. Mas neste embate ele perde partes do corpo e a muiraquitã. O protagonista reencontra tudo, menos a pedra e a perna.

O herói sobe ao céu por um cipó, mesmo sem a perna. Só leva com ele uma gaiola com o casal de galinhas que trouxera de São Paulo. O herói encontrou a lua, pediu que o abrigasse, mas ela recusou guarida. Enfurecido, ele bateu no rosto da lua. Foi então procurar a estrela-da-manhã, porém a mesma também o rejeitou. Então Macunaíma foi pedir ajuda a Pauí-Pódole, o Pai do Mutum. Embora essa entidade gostasse muito dele, não pode acolhê-lo. Com pena do protagonista, ele inventou uma mágica e transmutou Macunaíma e seus bens na Constelação de Ursa Maior.

Epílogo

mario-de-andradeUm dia um homem passou pelo Uraricoera, agora uma terra desabitada. Uma voz chegou aos seus ouvidos. Tratava-se do aruaí para quem Macunaíma contara sua história. A ave reproduziu toda essa saga para o viajante e depois partiu para Lisboa. O ouvinte era o escritor, Mário de Andrade, que retratou essas aventuras nesse livro.

Biografia do Autor

Mário Raul de Morais Andrade, mais conhecido como Mário de Andrade, nasceu na cidade de São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Ele atuou na esfera da poesia, da crítica literária, da música, do folclore, e também foi ensaísta e escritor. Pode-se dizer que o autor inaugurou a poética brasileira com sua obra Paulicéia Desvairada, publicada em 1922. Ele foi uma das figuras principais da vanguarda paulista.