O Guia do Mochileiro das Galáxias

Por Ana Lucia Santana
O Guia do Mochileiro das Galáxias é um clássico juvenil, e certamente tem um lugar cativo na bagagem dos fãs de videogames, nerds e fanáticos por histórias em quadrinhos. O livro, gestado pelo autor, Douglas Adams, com boas doses de ironia delicada, capítulos concisos e personagens sedutores, narra a trajetória do britânico Arthur Dent, subitamente envolvido em um turbilhão de aventuras absurdas e alucinantes, construídas a partir de um ponto de vista científico e filosófico elaborado pelo próprio escritor.

A obra, que entre críticos e público é universalmente respeitada, independente da avaliação do gosto pessoal, é certamente bem estruturada e inventiva, fruto da escrita de alguém que não temeu ousar e não priorizou as questões mercadológicas. Com muito bom humor o autor expõe seu modo de ver o Cosmos e até mesmo as questões elementares que desde sempre assediam o ser humano – quem somos nós? Para onde estamos indo? O que é a existência?

Esta série tem como protagonista um inglês típico, apreciador do chá e cercado por poucos e seletos amigos, entre os quais está Ford Prefect, que durante muito tempo passa por um artista sem emprego; mas, em um dia de total ausência de sorte para Artur, quando se transforma em um sem-teto, o camarada revela ser o habitante de outro Planeta.

Artur nem mesmo tem muito tempo para absorver as novas informações, pois Ford também compartilha com ele a informação de que a Terra está em via de colisão com os interesses dos Vogons, uma civilização extraterrena que pretende construir, no lugar do Planeta, uma via interligando as galáxias que povoam o Universo.

Ford toma a iniciativa da elaboração de um plano maluco, viajar como clandestino na própria nave dos Vogon, e convida Artur para seguir ao seu lado; ambos fogem instantes antes da destruição da Terra. Não demora muito, porém, para que sejam descobertos pelo líder da Frota de Demolição, Prostetnic Vogon Jeltz, que os expulsa e os deixa à mercê da sorte no Cosmos.

Os dois, porém, em um lance de extrema ventura, são resgatados pelos comandantes da nave Coração de Ouro. Aí eles passam a conviver com outros personagens significativos: Zaphod Beeblebrox, que preside a Galáxia, e Trillian, ex-habitante da Terra que também conseguira fugir ao lado de Zaphod; e Marvin, o robô que tem por hábito desvalorizar a vida, vive depressivo e tem uma mente artificial genial.

Ao lado destas figuras únicas, os amigos navegam pelo Cosmos á procura de uma compreensão essencial da Vida, do Universo e de Tudo Mais, orientados constantemente por uma inusitada obra voltada para os viajantes cósmicos: O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Neste livro encantador o escritor não poupa sua imaginação no momento de conceber como será o mundo do futuro, de que forma os habitantes do Cosmos se transportarão pelo espaço, como serão os extraterrestres, suas diferentes vidas culturais, as moedas utilizadas por cada povo, a gestão dos distintos Planetas, entre outros tantos detalhes fantásticos.

Este livro fez tanto sucesso que se transformou em uma série, a qual engloba mais três volumes e uma espécie de ‘bônus’. São eles: O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, o Universo e Tudo Mais; Até Mais, e Obrigado pelos Peixes! E também o bônus: Praticamente Inofensiva, o qual não se decide quanto a ser ou não uma sequência dos antecessores.

Uma boa notícia para os fãs desta saga. Embora o inglês Douglas Adams já tenha morrido e não possa mais acrescentar nenhum volume ao Guia do Mochileiro das Galáxias, o escritor Eoin Colfer, autor de Ártemis Fowl, concebeu uma continuação para esta história e criou o sexto livro, And Another Thing, que em novembro deste ano será lançado em português.

Fontes:
http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_45641.html
http://www.portallos.com.br/2010/03/18/livro-o-guia-do-mochileiro-das-galaxias-uma-obra-prima-e-sem-nocao/
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2720578&sid=0176239681255695816089246&k5=EE007E9&uid=