O Hobbit

Por Tiago Soriano
Escrito por J. R. R. Tolkien, O Hobbit — ou Lá e de volta outra vez­ — conta a história de Bilbo Bolseiro, um hobbit que vive pacificamente em sua toca, com muito conforto, bebida e com seu cachimbo de fumo. Até que numa manhã ele recebe a visita do mago Gandalf, que está à procura de alguém para uma aventura, um tanto perigosa e inesperada; porém, valiosíssima. E como todo bom hobbit, que preza pela comodidade, Bilbo tenta desconversar sobre o assunto, mas é interrompido a cada minuto por um visitante que bate à porta de sua toca. São eles: Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dorin, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin, trezes anões unidos e preparados a iniciarem uma longa jornada.

Após muitas refeições e diálogos, os quinze aventureiros, e aqui inclue-se Bilbo, a contragosto desse, partem para a expedição da qual nenhum deles sabem se retornarão. O plano é por demais arriscado e audacioso. Os anões planejam roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um dragão temível que vive na Montanha Solitária. E aqui entra o papel que os anões e Gandalf incumbem a Bilbo Bolseiro: ser o ladrão que roubará o tesouro de Smaug, uma tarefa nada fácil para um hobbit que jamais pensou em sair da redondeza de seu Condado, quanto mais aventurar-se com anões que nunca os tinha visto antes.

A companhia então parte em direção à Montanha Solitária, para recuperarem o tesouro que outrora pertencera aos ancestrais de Thorin. Muitos perigos e obstáculos surgem pelo meio do caminho para dificultar cada vez mais o objetivo dos aventureiros. Aranhas gigantes, lobos ferozes e orcs são alguns dos seres que essa companhia se depara nas diversas florestas que, ao mesmo tempo em que os abrigam, também os assombram.

E é durante uma batalha contra os orcs que Bilbo acaba caindo dentro de uma caverna, e lá, em meio à escuridão e ao mau cheiro, ele encontra uma criatura subumana e assustadora. Gollum era seu nome. E para escapar da caverna, o hobbit é obrigado a travar um jogo de adivinhações com Gollum, e após muitas adivinhas, esse não consegue adivinhar a última pergunta do Sr. Bolseiro: “— O que eu tenho no bolso?”.

E assim, Bilbo vai esquivando-se dos perigos e seguindo em frente, sem acreditar muito em sua habilidade e esperteza, que a cada situação se mostra mais digna de respeito. No entanto, quanto mais a companhia se aproxima de seu objetivo, mais as batalhas parecem não terem fim.

Algo interessante de se notar nesta obra, é o nome da montanha em que o Dragão Smaug vive: Montanha Solitária. Mesmo ao redor de sua imensa riqueza, o Dragão vive sozinho em sua montanha com seu tesouro, protegendo-o, a todos os instantes. E um outro ponto semelhante à vida de Smaug, é o enigma que cerca a figura de Gollum, um ser também solitário a viver dentro de uma caverna escura e fétida, à procura de seu precioso.

Em uma leitura de prender o fôlego, O Hobbit se desenrola por meio de uma série de perigos e aventuras, algo que, em tempo algum, um pequeno hobbit jamais sonhou em vivenciar.

Uma ótima notícia chega aos fãs de Tolkien: nos próximos anos poderemos ver na telinha do cinema todas essas aventuras em que Bilbo Bolseiro e sua companhia, corajosamente, se arriscam. Para saber mais, acesse: http://www.adorocinema.com/cinenews/peter-jackson-negocia-direcao-de-o-hobbit-4781/

Fonte:
Tolkien, J. R. R. O hobbit. Editora WMF Martins Fontes, São Paulo, 2009.