Pretinha, eu?

Por Ana Lucia Santana
Esta história, escrita para o público infanto-juvenil, revela uma problemática comum nas escolas, mas raramente trabalhada por seu corpo docente e pela direção. Trata-se do famoso preconceito racial, o qual todos fingem não existir no Brasil, que dirá no ambiente escolar?

Vânia é uma garota negra muito inteligente. Sua capacidade intelectual é tão ampla que ela conquista o privilégio de obter uma bolsa de estudos em um colégio freqüentado pela nata da sociedade, o Colégio Harmonia. Mas, logo no primeiro dia de aula, ela e os demais alunos se surpreendem com uma novidade: esta instituição centenária jamais havia admitido uma estudante negra.

É então que um grupo de meninas liderado por Carmita e integrado por Vivi, Tatiana, Bárbara e Bel passam a praticar o que hoje conhecemos como bullying, desta vez sob a forma da discriminação por conta da cor da pele de uma pessoa. Elas a hostilizam tanto que, por uns dias, a protagonista não aparece na escola.

Mas as alunas preconceituosas acabaram despertando a atenção dos professores e de toda a escola para a grave e complexa questão da segregação racial e, a partir daí, eles decidiram trabalhar amplamente este problema em sala de aula, mobilizando assim todo o Colégio.

Após o tema ser exaustivamente enfocado, a protagonista começou a ser adotada de verdade por grande parte dos freqüentadores da escola, mas mesmo depois de tanto debate, polêmica e de várias revelações, a discriminação ainda persistia. Afinal, como mudar de um dia para o outro uma mentalidade enraizada na época do Brasil - Colônia?

Júlio Emílio Braz é autor que se filia ao gênero infanto-juvenil. Sua trajetória literária teve início quando ele passou um período sem emprego. O escritor, nascido na cidade de Manhumirim, em Minas Gerais, já praticava a arte da escrita aos sete anos, mas passou a criar oficialmente aos vinte anos de idade.

Ele sempre teve inclinação para aprender por si mesmo, sem nenhuma dificuldade. Graduado em Contabilidade, sua verdadeira predileção sempre foi lecionar História, mas ele acabou não concluindo o curso desta disciplina. Sua paixão pela escrita o levou a produzir textos o tempo todo, seja para histórias em quadrinhos ou pocket books do gênero western, passando por muitos outros estilos, publicados sob diferentes pseudônimos. Atualmente ele já lançou mais de 154 livros para leitores ainda na infância e também para os adolescentes. Seu livro Crianças na escuridão já foi vertido para o alemão e o espanhol.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Em%C3%ADlio_Braz
http://www.skoob.com.br/livro/5607-pretinha-eu
http://projetodeleituraeescrita.zip.net/