Razão Áurea

Por Fernando Rebouças
Segundo Kepler, a geometria possui dois tesouros, um é o Teorema de Pitágoras, e o outro é a divisão de um segmento em média e extrema razão. Esta matemática teria influenciado nos cálculos das obras e referências mais perfeitas da humanidade.

A matemática responde pelo perfeccionismo das pinturas renascentista, pelas obras arquitetônicas da Antiguidade e até pelas conchas presentes nos seres marinhos. Há mais de 2.500 anos iniciou-se através da Razão Áurea, os estudos a respeito da harmonia simétrica em dividir um segmento em duas partes.

O Renascimento teria se inspirado no número “Phi” ( letra grega: Φ ), que na matemática pitagórica equivale à proporção de 1618:1. Esta visão matemática de proporção foi muito perseguida naquela época.

Desde os tempos da Grécia antiga, defendia-se que todo o mundo e cosmo era composto pelos quatro elementos da natureza : ar, água, terra e fogo, que seriam similares aos quatro sólidos geométricos perfeitos determinados pela sociedade pitagórica. Os quatro sólidos geométricos perfeitos eram : tetraedro, hexaedro, octaedro e icosaedro.

A razão áurea era relacionada à união das diagonais do pentágono, pertencente ao estudo da geometria do Pentagrama. O pentagrama, no decorrer da história da humanidade serviu de símbolo da religiosidade cristã e posteriormente para a cultura neopagã.

Amantes da cultura pagã, Michelangelo e Leonardo Da Vinci, utilizaram desta proporção em suas obras. Da Vinci dissecava cadáveres e media a proporção de seus corpos para identificar que o corpo humano é uma das únicas substâncias naturais que obedeciam a “Divina Proporção” - como pode ser visto em sua obra conhecida como O Homem Vitruviano.

Na sequência de fibonacci, a razão entre o maior e menor de dois números subsequentes tende a se aproximar da proporção áurea.

Fontes:
http://www.famat.ufu.br/eventos/semat6/docs
http://www.chabad.org.br/BIBLIOTECA/artigos/divina/home.html