Ambiente cirúrgico e condutas na sala operatória

Por Samara Ferreira
Cirurgias em nível hospitalar nem sempre são aquelas em que a intervenção cirúrgica é extensa, pelo contrário são aquelas, em que determinadas circunstâncias (estado do paciente, lesões associadas, necessidade de anestesia geral, transfusão sanguínea, exames especializados) são indispensáveis, promovendo a hospitalização do paciente.

A efetivação de cirurgias precisa de um local com todos os recursos imprescindíveis para a intervenção cirúrgica, como por exemplo, sala de operações, equipamentos, materiais e instrumentais cirúrgicos.

Uma sala de operações deverá ser arquitetada de modo que sua limpeza e desinfecção sejam realizadas facilmente, sendo imprescindível não conter móveis, cortinas e armários. Estes, deverão ser embutidos se possível. As paredes e pisos devem ser revestidos de material de que promova facilmente à higienização e os cantos devem se apresentar arredondados para se evitar acumulo de sujeiras, otimizando a limpeza. As portas devem permitir que a sala permaneça fechada, evitando-se a contaminação por poeiras, correntes de ar ou entrada de insetos, mas se a porta não for de vidro, deve possuir alguma área com vidros transparente ou em uma das paredes para admitir a comunicação entre os profissionais ou com algum familiar do paciente, sem que seja necessário abrir a porta. Uma sala de cirurgia, além da área dedicada a intervenção cirúrgica propriamente dita, precisa possuir uma dependência para o preparo do cirurgião, de seus assistentes e da instrumentadora e uma outra sala apenas para esterilização do instrumental e materiais cirúrgicos, que deve ser dividida em área contaminada e área limpa.

Dentro da sala cirúrgica deve haver uma mesa de operações e outra para os instrumentais e materiais a serem utilizados na cirurgia, um ou dois refletores de luz, motor cirúrgico, sistema de oxigênio, aparelhagem de anestesia, porta-residuos, hamper, bomba aspiradora e bisturi elétrico. (PRADO. 437p.)

Os instrumentais cirúrgicos podem ser acondicionados em caixas de metais, sendo uma delas apenas com pinças, descoladores, afastadores, tesouras, cinzéis, martelo, brocas cirúrgicas, curetas, porta-agulha, limas, e caixas especificas, onde são condicionados os instrumentais que serão necessários á intervenção proposta.

As intervenções cirúrgicas são necessárias durante o procedimento, exigindo diversos métodos de assepsia e antissepsia, que devem ser feitos de rotina em qualquer cirurgia.

Depois de o paciente ter sido anestesiado e intubado,é colocado na posição mais adequada para a cirurgia.O paciente é posto em decúbito dorsal, podendo ser colocado em posição de trendelenburg ou proclive,decúbito ventral,lateral direito ou esquerdo.

O cirurgião, a assistente e a instrumentadora escovam as mãos, os antebraços e se paramentam e a partir desse momento o campo operatório, instrumentais esterilizados podem ser tocados somente pelo cirurgião e sua equipe.

Entretanto, é importante frisar que as condutas devem ser realizadas adequadamente a fim de se evitar complicações durante e após a cirurgia.

Referências bibliográficas
Peterson lj,Ellis E et al.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea 3ª ed.Rio de janeiro: Editora Guanabara Koogan,2000.
Prado R, Salim MAA. Cirurgia Bucomaxilofacial: Diagnóstico e Tratamento. 1ª Ed. Rio de Janeiro: MEDSI Editora médica e científica; 2004.436-437p..
Graziani M.Anestesia geral. In: Graziani M. Cirurgia Bucomaxilo-facial. Rio de janeiro: Guanabara Koogan,1995:123-130.

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