Conhecimentos básicos de Cirurgia Hospitalar

Por Samara Ferreira
As noções básicas de cirurgia hospitalar são essenciais na vida do profissional, pois exigem bastante dedicação e cuidado evitando complicações e acidentes no momento dos procedimentos.

O primeiro elemento a ser analisado é anestesia geral que é conhecido como uma situação reversível de inconsciência determinado por agentes anestésicos, com eliminação da sensibilidade dolorosa em todo o individuo. Esses anestésicos gerais podem ser administrados por diversas vias entre elas, a oral, intramuscular, endovenosa e inalatória.

As principais indicações estabelecidas nos procedimento da anestesia geral são:

  • Procedimentos infecciosos que impossibilitem a anestesia local
  • Cirurgias extremamente extensas ou demoradas
  • Operações cirúrgicas em pacientes que não cooperam

Outros fatores analisados pelo profissional são a altura e peso do paciente para que ele tenha referências para computar a dose de anestésico a ser conduzida; a largura do pescoço também é analisada, pois pacientes com pescoço curto e largo pode sofrer obstrução respiratória durante decúbito; o grau de mobilidade cervical (movimentos de flexão, extensão e rotação cervical); o trismo; mobilidade dentaria, uso de próteses, sinais vitais etc.

Nos exames pré- operatórios é de fundamental importância estar atento à idade do paciente, pois se este se encontra saudável e com idade inferior a 40 anos, este pode ser operado com exames laboratoriais, mas se o paciente apresenta idade superior a 40 anos; pacientes fumantes ou com algum tipo de doença, é exigido exames laboratoriais, radiografias do tórax, eletrocardiograma. E finalmente depois de todos os exames realizados pelo paciente e este liberado para procedimento, é indispensável à orientação para deglutir benzodiazepínico, na noite anterior à cirurgia e na manhã da mesma e permanecer em jejum por 6 a 8 horas antes do inicio da anestesia.

A anestesia geral apresenta quatro estágios: amnésia, estágio onde o limiar da dor se abaixa; delírio, onde as pupilas se encontram dilatadas, a respiração irregular com períodos de apneia; anestesia cirúrgica, onde ocorre a miose e é o objetivo da anestesia e a superdosagem, no qual a respiração torna-se quase ausente, ocorrendo midríase e hipotensão.

A monitorização dos planos anestésicos é realizado mediante os sinais vitais do paciente. O plano de anestesia cirúrgica é mantido até o final da cirurgia, quando o paciente é superficializado para que possa ser despertado e extubado. Depois de extubado, o paciente é encaminhado á sala de recuperação pós-anestesica, onde permanecerá monitorizado, recebendo cuidados de enfermagem até estar apto a ser levado com segurança para seu quarto ou enfermaria. (PRADO. 436p)

No entanto uma boa anestesia geral deve ser realizada por um bom profissional, que saiba a técnica com segurança satisfazendo o paciente.

Referências bibliográficas
Prado R, Salim MAA. Cirurgia Bucomaxilofacial: Diagnóstico e Tratamento. 1ª Ed. Rio de Janeiro: MEDSI Editora médica e científica; 2004.436p.
Araújo A, Gabrielli MFR, Medeiros PJ. Aspectos Atuais da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. 1ª ed. São Paulo: Editora Santos; 2007.p 271.
Peterson lj,Ellis E et al.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea 3ª ed.Rio de janeiro: Editora Guanabara Koogan,2000.

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