Criocirurgia

A criocirurgia, também conhecida pelos termos criocauterização, criocongelamento, crioterapia, terapia criogênica e cirurgia criogênica, consiste em um método terapêutico que destrói tecidos do organismo, no qual é utilizada uma substância resfriante.

Esta técnica foi utilizada primeiramente por James Arnoldt, no século XIX, exibindo suas ferramentas de criocirurgia no ano de 1851. Desde então, surgiram novos aparelhos, foi alcançado maior conhecimento a respeito da técnica e uma definição mais adequada de suas indicações, despertando, assim, ascendente interesse de profissionais da área médica.

Pode ser utilizada em várias áreas da medicina, tendo grande destaque na dermatologia, sendo amplamente utilizada na remoção de lesões (como verrugas, pintas, marcas da pele e ceratoses solares) e tumores inoperáveis. Também pode ser utilizada em diversas patologias internas como de próstata, pâncreas, fígado, rins, pulmões, ossos, ouvidos, olhos, coração do sistema nervoso e do trato reprodutivo.

Uma das substâncias criogênicas mais utilizadas é o nitrogênio líquido. Todavia, menos frequentemente pode ser utilizado dióxido de carbono, gás de árgon ou uma mistura de éter dimetílico e propano.

A substância criogênica utiliza ocasiona o rápido congelamento da região na qual essa foi aplicada, levando à formação de cristais de gelo intracelulares e, devido ao congelamento lento, a formação de cristais de gelo extracelular. Toda essa alteração resulta em um desequilíbrio osmótico e a visada destruição celular. Além disso, o lento descongelamento, a estase vascular e a reação inflamatória subsequente à aplicação da substância criogênica intensificam o processo de destruição tecidual.

Na pele, por exemplo, após o procedimento, o local pode ficar inchado e bolhas podem aparecer. Contudo o mais comum é apenas que ocorra o escurecimento da lesão, em decorrência da morte do tecido, desaparecendo dentro de 7 a 30 dias.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Criocirurgia
http://www.saudetotal.com.br/artigos/dermatologia/criocirurgia.asp
http://www.aafp.org/afp/2004/0515/p2365.html

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