Despertar inadvertido durante Anestesia (DIDA)

A sigla DIDA significa "Despertar inadvertido durante anestesia". É um fenômeno que ocorre quando o paciente submetido a anestesia geral, por um momento ou mais durante a cirurgia, passa ao estado de consciência. Possui recordação dos eventos em meio ao ato cirúrgico durante os quais estava consciente.

Estatísticas

Segundo pesquisas, este fenômeno ocorre com aproximadamente, 0,1 ou 0,2 por cento dos pacientes submetidos a cirurgia com anestesia geral. Um dado preocupante, visto que somente nos E.U.A., anualmente são realizadas cerca de 21 milhões de cirurgias com esse tipo de anestesia, ou seja, entre 20 e 40 mil pacientes sofrem deste fenômeno. Uma pesquisa americana constatou alguns números acerca dos pacientes acometidos pelo fenômeno em relação aos sentidos ativados durante o acontecimento do D.I.D.A.. Os dados informam que 48% dos pacientes tiveram recordações auditivas, o mesmo percentual teve sensação de não poder respirar, outros 28% tiveram dor.
Os principais tipos de cirurgia nas quais ocorre DIDA são as cirurgias cardíacas, traumático-ortopédicas e obstétricas.

Sistemática

A anestesia geral tem o objetivo de neutralizar os estímulos de dor conduzidos para o corpo do paciente pela medula espinhal. Da medula, partem quase todos os nervos responsáveis pela nossa sensibilidade, seja tátil, térmica, dolorosa e pela motricidade controlada e voluntária.

O mecanismo da anestesia consiste em, inicialmente, sedar o paciente em seguida aplicar-lhe a anestesia e por último, um paralisante neuromuscular, o que impede qualquer reflexo do paciente.

O período compreendido entre a anestesia e a paralisação dos reflexos impossibilita o paciente acometido pelo fenômeno D.I.D.A. de recorrer ao socorro da equipe medica ou mesmo, desta perceber a condição do paciente, pois o período entre essas duas etapas é mínimo e não proporciona tempo suficiente para o reconhecimento por parte dos profissionais que o paciente ainda encontra-se em estado de consciência.

Causas

Alguns fatores podem colaborar para a ocorrência do D.I.D.A. Entre esses fatores está a opção por drogas aplicadas por via venosa em oposição as inalatórias. Outro possível colaborador para o fenômeno aqui estudado é a tentativa de superficialização da anestesia com o intuito de diminuir o tempo de estadia do paciente na sala de cirurgia e assim estimular sua liberação mais rápida do centro cirúrgico.

Como fazer a detecção?

Ainda encontra-se em fase de desenvolvimento de estratégias para tal, pois os dados fisiológicos como hipertensão arterial, atividade hemodinâmica, dentre outros, são “mascarados” pelos BNM (bloqueadores neuromusculares).

Atualmente, parte das equipes optam por controle da atividade neurológica com dispositivos de eletroencefalografia, incluindo índice de Bispectral, frequência espectral de borda, e outros monitores de frequência.

Consequências

Os principais danos ao paciente causados pelo D.I.D.A. são oriundos do stress pós traumático.

Referência:
http://guineveremedicina.blogspot.com.br/2009/05/anestesia-consciente-dida.html

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