Hematologia

Por Aline Matos Góss
Hematologia é o ramo da medicina que tem como função o estudo do sangue, seus distúrbios e doenças. Estuda seus elementos figurados como os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas, além de estudar os órgão onde são produzidos, como a medula óssea o linfonodo e o baço.

Os médicos que se especializam nesta área e fazem exames de sangue são chamados hematologistas. Eles tratam de pessoas que tem doenças no sangue ou distúrbios nos tecidos ou órgãos que produzem o sangue.

Existem várias doenças relacionadas ao sangue, as mais conhecidas são a anemia, hemofilia e a leucemia.

A anemia é uma patologia bastante conhecida principalmente entre pessoas carentes com uma alimentação precária, onde a falta de nutrientes acarreta esta doença. Mas há aquelas genéticas e também as causadas por alguns medicamentos.

- Anemia Ferropênica – Ocorre pela carência de ferro no organismo. O ferro (Fe) é um dos principais componentes da hemoglobina e indispensável para sua produção. É ele que faz o transporte do oxigênio, cuja carência denomina-se anemia.

- Anemia Megaloblástica – É a falta de ácido fólico ou vitamina B12 (cianocobalamina), que são indispensáveis para a produção da hemoglobina, visto que a carências deles gera liberação antecipada das hemáceas pela medula óssea. (veja: Megaloblastos).

- Anemia Aplástica – É quando a medula óssea libera quantidades insuficientes de hemáceas, entre outras.

Os exames para saber se têm anemia são: Exames de sangue, de fezes, de Coombs e eletroforese das hemoglobinas.

Hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária onde a deficiência na coagulação sanguínea pode gerar uma perda de sangue considerável se não atendido imediatamente. A hemofilia A tem a falta do fator de coagulação VIII, e é a mias comum ocorrendo em 90% dos casos. A hemofilia atinge quase que exclusivamente os homens.

A leucemia é o nome dado aos cânceres no sangue. Ocorre devido a um desenvolvimento anormal das células que se desenvolvem na medula óssea, e formariam as células sanguíneas, e de acordo com o tipo de célula será o tipo de leucemia (linfóide ou mileóide). A leucemia aguda é assim dita pelo desenvolvimento rápido de células imaturas do sangue, impedindo a medula óssea de produzir células saudáveis. O tratamento deve ser rápido, pois essas células espalham-se rapidamente, podendo levar à morte em meses ou até mesmo semanas. E a leucemia crônica pelo aumento das células adultas, porém anormais. Levam bastante tempo para progredir, e as células anormais se reproduzem muito mais do que as normais. Essa doença é mais comum em pessoas idosas. O tratamento nem sempre é imediato sendo monitorada por algum tempo antes do inicio do tratamento, para maior eficácia da terapia.

Os principais exames para diagnosticar a doença são: Hemograma completo, aonde uma amostra de sangue vai para análise para fazer contagem dos glóbulos brancos (leucócitos), vermelhos (hematócitos) e das plaquetas. E o Mielograma, que averigua a existência de células leucêmicas na medula óssea e o tipo destas células. É muito importante para o médico diagnosticar a doença e saber como o paciente reagirá ao tratamento.

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