Pubalgia

Por Débora Carvalho Meldau
A pubalgia, também conhecida como pubeíte, doença pubiana ou osteíte púbica, consiste em uma condição dolorosa da sínfise púbica ou na origem adutora que se agrava gradativamente com o esforço físico e melhora com realização de repouso e exercícios fisioterápicos.

Tem-se observado que o aparecimento desta patologia está tornando-se uma das lesões desportivas mais comuns, especialmente em esportes nos quais se faz necessária a realização de chutes repetitivos e mudanças abruptas de direção, como futebol, rúgbi, hóquei e tênis. A pubalgia é ocasionada pelo estresse físico dos atletas em associação com movimentos corporais compensatórios realizados durante uma atividade física. A dificuldade encontrada em diagnosticar e tratar esta patologia faz com que a pubalgia se torne crônica.

A pubalgia pode ter ser do tipo aguda (pubalgia traumática) ou crônica (pubalgia crônica), causa por repetições. O mecanismo de lesão engloba movimentos de hiperextensão repetitiva do tronco em associação com hiperabdução da coxa, com tração do periósteo na inserção do músculo reto abdominal ou na origem do músculo adutor longo da pelve.

O diagnóstico é alcançado através de uma avaliação dos sintomas, juntamente com uma avaliação biomecânica. No exame clínico, observa-se a presença de uma exacerbação de sensibilidade no tubérculo púbico anterior. A dor também pode ser mimetizada pela flexão do quadril, rotação interna e contração da musculatura abdominal. O importante no diagnóstico é estabelecer uma relação entre o histórico e o exame físico.

Deve-se realizar o diagnóstico diferencial de outras patologias, como a síndrome do músculo piriforme, tendinose do iliopsoas, osteíte púbica, dentre outras.

O ideal é que seja feito um tratamento preventivo, baseado em estudos das cadeias musculares, realizando-se um treino programado e gradativo que vise prevenir o surgimento deste tipo de lesão.

O tratamento conservador da pubalgia traumática, caso não haja perda de mobilidade, pode ser o repouso, associado ao uso de antiinflamatório, gelo, cataplasma, bandagens funcionais, acupuntura, homeopatia, fisioterapia e fitoterapia. Caso ocorra perda de mobilidade, é necessário normalizar a articulação e fazer com que o púbis retorne ao trabalho físico.

Já o tratamento conservador da pubalgia crônica, é feito por meio da normalização das articulações envolvidas, reintegrando o equilíbrio funcional da região púbica. Existe a opção da cirurgia, reservada para os casos nos quais o tratamento fisioterápico não surte efeito ao fim de, no mínimo, 3 meses de tratamento, especialmente em casos de desportistas de alto nível.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pubalgia
http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/03a/isabela/artigoisabeladesouzafalchetti.pdf
http://www.copacabanarunners.net/pubalgia.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/pubalgia.htm
http://www.scielo.br/pdf/rbr/v48n4/v48n4a07.pdf

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.