Transplante de Córnea

Por Débora Carvalho Meldau
O transplante de córnea é um procedimento cirúrgico no qual há  a substituição da córnea lesionada ou acometida por alguma doença, por outra córnea proveniente de um doador morto. Este é o transplante mais realizado no mundo todo e também é o que apresenta maior sucesso.

A córnea é definida como uma estrutura transparente existente na porção anterior do globo ocular, que possibilita a penetração da luz nos olhos. Em situações nas quais há perda da transparência dessa estrutura, ocorre prejuízo para a visão.

Indica-se o transplante de córnea para os casos de:

  • Ceratocone: esta doença afeta a curvatura corneana, causando opacidade na córnea.
  • Degeneração marginal pelúcida: assim como o ceratocone, esta doença também causa alteração na curvatura da córnea.
  • Ceratoglobo: neste caso, há alteração no formato da córnea associado ao seu adelgaçamento.
  • Distrofias corneanas: são definidas como alterações bilaterais, progressivas que normalmente levam à opacidade corneana.
  • Ceratopatia bolhosa: descompensação da córnea, com presença de edema e redução da visão, resultante da falência do endotélio corneano.
  • Infecções corneanas graves.
  • Leucomas: levam à opacidade corneana por diversas causas distintas, como traumatismos, queimaduras químicas, infecções por herpes e distrofias corneanas.
  • Perfurações oculares.

Existem diferentes tipos de transplantes de córnea. Inicialmente, estes podem ser divididos em:

  • Transplantes penetrantes: este tipo substitui toda a espessura da córnea.
  • Transplantes lamelares: neste caso, há a substituição de somente uma fatia da córnea.

A necessidade de pontos irá depender da técnica escolhida pelo médico. No caso dos transplantes penetrantes, habitualmente são realizadas suturas, enquanto que os transplantes lamelares normalmente não apresentam necessidade de suturas.

Assim como em todo transplante, o tecido é proveniente de um doador, que nesse caso deve estar morto. Em seguida à liberação da família do doador, a córnea é removida e encaminhada a um banco de olhos. Este, por sua vez, avalia, prepara e distribui a córnea que será utilizada no procedimento cirúrgico.

Existe uma lista de espera para cada Estado ou região, para que ocorra uma justa facilidade de acesso ao transplante para todos os pacientes, sendo que esta lista obedece uma ordem cronológica de ingresso. Contudo, existem alguns casos especiais, nos quais é possível acelerar o transplante de córnea. Isso ocorre em casos ditos urgentes, como em perfurações oculares ou infecções graves.

Neste transplante também há a possibilidade de ocorrer rejeição do órgão. No entanto, nesta situação não há risco iminente de vida, sendo possível, em muitos casos, controlar essa rejeição através do uso de colírios.

Fontes:
http://www.medicodeolhos.com/2010/05/transplante-de-cornea-o-que-e-e-para.html
http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-27--102-20090617
http://www.viavida.org.br/artigos_detail.asp?id=54
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?77
Fotos: http://www.avclinic.com/keratoconus.htm

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