Transplante de Face

Por Fernando Rebouças
O transplante de face compreende num processo médico-cirúrgico que transplanta partes da face ou a face inteira de uma pessoa para outra. É um procedimento novo passível de aprimoramentos de técnicas e tratamento pós-cirúrgico mais avançado.

Na história da medicina o primeiro transplante de face ocorreu em 27 de novembro de 2005. Nessa ocasião, o transplante foi parcial e beneficiou a francesa Isabelle Dinoire, que havia perdido partes da própria face depois de ser atacada por um cachorro.

A recuperação de Isabelle foi positiva, as cicatrizes do transplante foi superada recuperando a mastigação e a locução. O primeiro transplante facial nos EUA, ocorreu em 2008, beneficiando a paciente Connie Culp, que havia sobrevivido depois de baleada pelo marido no ano de 2004.

O primeiro transplante completo do rosto foi anunciada em abril de 2010, no hospital de Barcelona, Espanha. A cirurgia foi um grande sucesso, durou vinte e quatro horas, teve a participação de uma equipe de trinta pessoas, e ocorreu no mês de março do mesmo ano.

Antes do transplante completo, o paciente foi submetido a reposições parciais em seu rosto. O resultado inicial do transplante total no paciente é uma cicatriz ao redor de seu rosto, segundo os médicos do hospital, o paciente passou a ter um rosto normal como o das outras pessoas.

Esse paciente do hospital de Barcelona, que não teve sua identidade revelada, sofreu um acidente em 2005. Os médicos se inspiraram no filme “A Outra Face”, no qual os personagens de John Travolta e Nicholas Cage trocam de rosto.

Cirurgiões norte-americanos e britânicos desconfiam da veracidade do fato. Segundo a Equipe de Pesquisa de Transplante Facial do Reino Unido, um transplante total de face trata-se de uma das cirurgias mais complexas.

Segundo a Sociedade Brasileiro de Cirurgia Plástica:

"Um transplante total de face pode ser comparado a mudar uma árvore de lugar levando o tronco inteiro e não só os galhos (como no transplante parcial), Contudo, envolve um trabalho enorme."

Depois de submetido a esse tipo de transplante, o paciente necessita tomar imunossupressores pelo resto de sua vida para mitigar os riscos de rejeição e de infecções. Um dos desafios do tratamento pós-cirúrgico é desenvolver métodos de diminuir o risco de rejeição sem prejudicar as defesas naturais do organismo humano.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transplante_de_rosto
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100424/not_imp542346,0.php

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