Aquecimento global: Correntes Oceânicas

Por Fernando Rebouças
O Cinturão Termohalino Mundial é mantido pelas diferenças da temperatura da água e da salinidade no mar, resultando numa força que faz circular as águas dos oceanos. Este cinturão mantém, através da corrente do Golfo, o clima suave da Europa, e traz à tona as águas mais profundas para a superfície.

Ao trazer as águas profundas à superfície, permite a disseminação de nutrientes no mar e o aumento da absorção de dióxido de carbono pelas águas oceânicas. Porém com o avanço do aquecimento global no planeta Terra, há uma circulação mais lenta nas águas profundas das regiões da Escócia e Groenlândia.

A mudança no comportamento do Cinturão Termohalino é associada ao derretimento do gelo ártico, que gera um forte resfriamento e diluição da salinidade oceânica destas regiões. Tal situação impacta sobre a agricultura, no clima europeu, em correntes oceânicas e na temperatura do planeta.

Até 2100, devido ao derretimento das geleiras, é previsto um aumento no nível dos mares de 9 a 88 centímetros, em escala global. Após o derretimento de uma geleira, a água se expande depois de aquecida.

Este aumento do nível do mar, além de causar modificações no comportamento do Cinturão Termohalino, causará enchentes, erosões, contaminação das águas, cheias de mangues e perda de água potável.

Além das catástrofes climáticas e estruturais, haverá grande perda de fauna e na cadeia alimentar marinha. Em temperaturas altas, espécies de baleias e golfinhos encalham com maior facilidade, além de perderem suas áreas de alimentação e reprodução. Entre o século XX e XXI, a população de pinguins diminui em 33 % em vários locais da Antártica.

Fontes:
http://oceans.greenpeace.org/pt/nossos_oceanos/mudancas_climaticas

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