Bem vindo visitante!
Cadastrar-se | Login

Remediação de Áreas Contaminadas

A preocupação com as questões ambientais é algo relativamente recente. Devido a isso, muitos danos já foram causados ao meio ambiente, principalmente aqueles relacionados à poluição causada por indústrias que deixaram como legado à nossa geração centenas de km² de áreas contaminadas por resíduos industriais. Mesmo hoje, com toda a fiscalização existente, inúmeras indústrias ainda insistem em destinar seus destinos da forma incorreta, de modo que, com o tempo estes resíduos vão contaminando o solo, os lençóis freáticos e até mesmo o ar. Prejudicando a vida de milhares de pessoas direta ou indiretamente.

Depois que a contaminação ocorre, a única solução possível é tentar recuperar a área contaminada através de técnicas específicas que acabam saindo caro. Mesmo assim, alguns tipos ou graus de contaminação (como a radioativa, por exemplo, em que o grau de contaminação é muito alto) envolvem investimentos e quantidade de tempo, tão grandes, que tornam o processo de recuperação inviável.

Quando se inicia o trabalho de recuperação de uma área contaminada, deve se fazer primeiro uma avaliação do local que envolve: uma investigação preliminar para avaliar o histórico do local, em seguida, uma investigação confirmatória onde será constatada se efetivamente há contaminação ou não e, depois, sendo constatada a contaminação, deve-se fazer uma investigação detalhada onde se verifica os tipos de contaminantes, grau de contaminação, etc. depois de constatada a contaminação e a situação geral da área é feita uma análise de risco, seguida por ensaio piloto e elaboração do projeto de remediação, para verificar qual a melhor técnica de recuperação a ser empregada no local. Confirmado o melhor procedimento a seguir, inicia-se a recuperação a área propriamente dita, que chamamos de “remediação”.

Quanto aos tipos de técnicas empregadas na recuperação das áreas degradadas podemos classificá-las de acordo com o local onde são empregadas em: “in situ”, quando são empregadas diretamente no local onde ocorreu a contaminação, e “ex situ”, quando para que seja feita a remediação é necessário remover a terra ou água para outro local (laboratório, por exemplo) onde será feito o tratamento. Este último tipo de remediação, por envolver o transporte do material contaminado, costuma ser bem mais caro, mas em alguns casos é o único meio que pode surtir efeito. Feita esta classificação podemos ainda, classificar o tratamento em “biológico”, quando é feito através do uso de plantas, bactérias ou outros microorganismos vivos, “térmico”, quando é feito através da variação de temperatura, “químico”, quando é feito utilizando-se produtos químicos, ou “físico-químico”, quando envolve processos químicos e físicos (como a lavagem com uso de produtos químicos).

Desta forma, os tratamentos in situ são: bioventing, bioaumento, bioestimulação, fitorremediação (biológicos); oxidação química, separação eletrocinética, fraturamento, lavagem do solo, extração de vapores, solidificação/estabilização (físico-químico). Os tratamentos ex situ: biopilhas, compostagem, landfarming, reator de lama em batelada (biológicos); extração química, oxidaçã-redução; desalonagem redutiva, lavagem e solidificação/estabilização (físico-químicos); incineração, pirólise e dessorção térmica (térmicos).


Artigos relacionados

Deixe seu comentário

Para comentar é preciso ser registrado no site. Clique aqui para registrar-se, ou aqui para fazer o login.