Por Thais Pacievitch |
Odin é o deus que organiza o mundo retirando-o do caos (feito o deus de Israel) e cria o primeiro homem e a primeira mulher (Ask e Embla) dotados da mesma alma de deus. É o deus da guerra, mas também da poesia, das ciências, das artes. Odin inunda tudo com seu espírito, governa tudo o que existe, até os outros deuses, que lhe devem obediência. Ele ajuda os heróis, lhes ensina a arte das armas, a sabedoria e a prudência. Ele os acompanha durante o combate e os protege de seus inimigos e, quando tais heróis chegam à velhice, Odin lhes concede a graça de não deixá-los morrer na cama, mas lutando. Protege a organização social, vinga o assassinato, vela pelo cumprimento dos juramentos e dos pactos, afugenta o ódio, os maus pensamentos e o tédio.
Odin é representado como um venerável ancião de farta barba branca, com somente um olho, coberto por um chapéu que representa o céu, e um manto que representa a atmosfera com a qual se veste. Odin é assistido por dois corvos que representam a reflexão e a memória que o mantêm informado de tudo que acontece no mundo. O anel de Odin simboliza a benção da terra e sua fecundidade para a felicidade dos homens, além de representar a fecundidade do espírito. A lança de Odin simboliza a força e o vigor, seu cavalo (sleipnir), como o pégaso grego, os ventos cardinais.
Odin vivia em Asgard, no palácio de Valaskjálf, local que construiu para governar desde seu trono (Hlidskjálf) e, assim, poder observar os nove mundos. Era filho de Bor e Bestla e irmão de Vili e Vê. Odin era casado com Frigg (simbolizava a terra cultivada), Jörd (simbolizava a terra desabitada) e Ring (simbolizava a terra gelada). Dentre seus muitos filhos podemos citar Thor e as Valquírias (encarregadas de recolher os guerreiros mortos durante as batalhas).
| Data de publicação: Categorias: Mitologia |
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