A Prosa no Romantismo

Por Fernando Rebouças
O Romantismo no Brasil se desenrolou em quatro estilos, o romance urbano, indianista, histórico e regionalista. O Romantismo (com letra inicial maiúscula) é a escola literária de um momento artístico, e o termo romance designa um tipo de narrativa.

O primeiro romance brasileiro é “O filho do pescador”, de Teixeira e Souza, de 1843. Porém o nosso primeiro romance de qualidade é “A Moreninha” , de Joaquim Manuel de Macedo, lançado em 1844, e considerado como romance urbano. O romance urbano é aquele que apresenta a cidade como cenário e o comportamento dos citadinos são incorporados nos personagens da narrativa.

Obras como os romances “Inocência”, de Alfredo Taunay, e “Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, são considerados romances regionalistas aqueles que expressavam o sertanejo e o interior do Brasil (fazendas e campos) como cenário. O livro “Inocência” foi adaptado para o cinema pelo cineasta Walter Lima Jr. “Escrava Isaura” foi adaptada para televisão em novela da Rede Globo, na década de 70, e novamente na TV Record, em 2005.

Quando falamos em prosa romântica histórica e indianista, precisamos nos referir à José de Alencar, o autor cearense conseguiu transitar entre as quatro tendências e sendo o principal autor nos dois últimos estilos citados. Dentre suas obras destacam-se :

  • Romance urbano : Lucíola , de 1862.
  • Romance regionalista : O sertanejo , de 1875.
  • Romance histórico : A guerra dos mascates , de 1873.
  • Romance indianista : O guarani , de 1857.

O romance indianista foi uma forma de similaridade à proposta européia de valorização do passado medieval. A tendência histórica em nossos romances se baseava em tipos históricos e narrando-os em seu tempo e espaço real.