Romantismo em Portugal

Por Fernando Rebouças
O início da fase romântica na literatura portuguesa ocorreu com a publicação do poema narrativo “Camões”, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste poema é expressado uma espécie de biografia sentimental de Luís Vaz de Camões.

Nesta época, em Portugal, houve uma ascensão da burguesia, queda do absolutismo e emergência do liberalismo. Antes de 1825, neste processo histórico, ocorreu a vinda da família real para o Brasil, em 1808, que fugiu dos franceses. Depois de expulsar os franceses, Portugal é fortemente influenciado pelos ingleses, gerando um clima de dominação estrangeira no país lusitano.

A Independência do Brasil e a Constituição portuguesa em 1822, causou respectivamente reflexos de perdas econômicas e um caráter liberal na vida política e social portuguesa. Nestes contextos históricos o Romantismo português teve o seu primeiro momento sob a criação de escritores que apresentavam características neoclássicas do período literário anterior.

Neste primeiro momento é destacado os escritores Almeida Garret, Alexandre Herculano e Antônio Feliciano de Castilho. Os dois primeiros escritores citados alcançaram grande sucesso e imediata aceitação dos leitores.

Somente no segundo momento houve escritores plenamente românticos como Soares de Passos e Camilo Castelo Branco. O terceiro momento do Romantismo português ficou caracterizado por romancistas mais contidos, como João de Deus e Júlio Dinis.

Trecho do livro “Folhas Caídas” :

Este inferno de amar – como eu amo!
– Quem mo pôs aqui n´alma... quem foi ?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida – e que a vida destrói (...)

Almeida Garret.

Fontes
“Língua & Literatura “ – Faraco & Moura. Ed. Ática