História do Pagode

Por Fernando Rebouças
Nos países orientais: China, Japão, Coréia e Nepal; a palavra pagode designa local religioso, situado dentro ou próximo de templos, na maioria budista. No Vietnã, designa local de trabalho, portanto, no Vietnã, ir ao pagode é trabalhar.

Segundo o Dictionnaire Historique de La Langue Française, a palavra surgiu pela primeira vez no idioma francês em 1545, significando “templo de uma religião oriental”. No dicionário atual da língua portuguesa, a palavra pagode significa “reunião informal”, já referida às festas organizadas nas senzalas pelos escravos.

Na definição acadêmica do folclorista Câmara Cascudo, é uma festa regada com comida e bebida, e de reunião íntima. No Brasil, a palavra designa muito mais um estilo musical ligado às raízes do samba.

Grupos mais tradicionais como “Fundo de Quintal” e “Originais do Samba” já manifestavam essa vertente musical. Na década de 90, o Brasil viveu sob a febre do pagode romântico e universitário.

O pagode romântico ficou marcado no mercado fonográfico por grupos como “Só pra contrariar”, “Raça Negra”, “Exaltasamba”, “Soweto”, “Karametade”, “Molejo”, entre outros. O pagode universitário, mais pop, surge em grupos formados por jovens universitários de classe média, assim como o grupo Inimigos da HP.