Sala São Paulo

Por Ana Lucia Santana
O Centro Cultural Júlio Prestes - situado na Estação Júlio Prestes, outrora conhecida como Estrada de Ferro Sorocabana, localizada na cidade de São Paulo - teve sua estréia concretizada no dia 9 de julho de 1999. Este espaço acolhe uma das maiores e mais avançadas salas de toda a América Latina, projetadas para a realização de concertos, a Sala São Paulo.

Este prédio, arquitetado no estilo Luís XVI, caracterizado pela moderação de adornos, foi restaurado após um árduo esforço, adaptado para os tempos atuais. Seu projeto teve início em 1925, em plena era do café e do transporte ferroviário, mas ele só foi entregue em 1938, já em tempos urbanizados e movidos a motores de automóveis.

Sua recuperação foi empreendida pelo Governo Estadual, na gestão do Governador Mário Covas, apenas mais um elemento renovador que integrava o projeto de revivificação do centro de São Paulo. As primeiras providências para a concretização deste projeto foram iniciadas em 1995, mas os trabalhos concretos tiveram princípio em novembro de 1997. O Complexo Júlio Prestes é atualmente vizinho da Estação Pinacoteca, que oferece sempre significativas exposições de artes.

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A Sala São Paulo tem condições para receber 1498 pessoas e foi concebida para abrigar os ensaios e apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a OSESP, e também orquestras de câmara. Modelo de nível internacional, ela foi projetada para conciliar os elementos históricos e a concepção da época com os padrões atuais, e para ser adaptada a um objetivo distinto daquele inicialmente determinado para o antigo espaço.

O propósito atual desta Sala vem preencher uma antiga necessidade da sociedade atual, encaixando-se assim perfeitamente na meta proposta pelo projeto de revitalização do centro da cidade. Com a utilização cultural deste espaço, possibilita-se igualmente a manutenção do Complexo Cultural, transformando-o em um símbolo significativo da cidade de São Paulo.

Vários estudiosos descrevem a Sala São Paulo como um dos locais próprios para concertos que apresentam a melhor acústica de todo o Planeta, o que a situa ao lado de várias salas dos EUA e da Europa, tais como o Symphony Hall, de Boston, o Musikverein, de Viena, e o Concertgebouw, de Amsterdã.

A sala oferece também o recurso de modificar seu ambiente conforme a apresentação prevista, pois o forro é moldável, apresentando painéis móveis. A reflexão dos sons é multidirecional, o que aprimora a qualidade acústica.

O recinto é ocupado por 22 balcões no mezanino e no primeiro pavimento, inseridos entre as vastas colunas e o teto que pode ser regulado, o qual foi concebido pela empresa norte-americana Artec, uma das melhores de todo o mundo em salas de concerto.

Nesta Sala é possível assistir aos mais variados concertos, a diversas audições, a apresentações dos corais da Osesp, à melhor música de câmara. Ela também é sede de programas educacionais que tornam o acesso a este espaço bem mais amplo, permitindo que camadas sociais normalmente marginalizadas da cultura erudita possam assistir aos eventos aí apresentados.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sala_São_Paulo
http://www.salasaopaulo.art.br/salasp/historia/historia.aspx
http://www.osesp.art.br/educacionais/