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Samba

O samba de terreiro da Bahia chegou ao Rio de janeiro com os migrantes baianos, que viviam ao redor da praça onze e em vários pontos do centro da cidade. Depois das obras do prefeito Pereira Passos,muitos moradores do centro carioca foram morar em pontos mais distantes do bairro e em subúrbios.

Ainda no início do século XX, há uma formatação do samba no Rio de Janeiro, os migrantes baianos juntos com os cariocas realizaram várias reuniões (pagode) e a casa de Hilária Batista, a tia Ciata, era a mais freqüentada. Os pagodes aconteciam no fundo de quintal, imperceptível para a polícia que passava em frente às casas, pronta a reprimir as manifestações da música considerada mestiça e marginal.

Na roda de samba de tia Ciata surgiu o estilo de samba “partido alto”,um estilo de samba versado, assim como “Pelo Telefone”, de Ernesto Santos (Donga) e Mauro de Almirat. A autoria deste samba é questionada em virtude de muitos sambas terem sido versados por vários convidados nas reuniões da casa de tia Ciata.

O samba, na época em que era marginalizado e perseguido, se refugiava nos morros ,desencadeando o surgimento dos “ranchos”, agremiações que se organizavam em bloco e desciam para tocar e cantar no asfalto. Quando o “partido alto” subiu para o morro,encontrou uma batida mais forte,deste encontro surge o samba-enredo.

Para fugir das perseguições,o niteroiense Ismael Silva,criado no morro de São Carlos,na Cidade do Rio de Janeiro,registra o seu rancho com o nome de Grêmio Recreativo Escola de Samba Deixa Falar,primeira escola de samba do Rio. Meses depois,Cartola,Carlos Cachaça e amigos fundam a Estação Primeira de Mangueira.

O samba, antes reprimido e perseguido, pouco a pouco conquista os teatros, as rádios e o carnaval, festa popular dominada anteriormente pelas polcas européias e marchinhas. Valorizado como música mestiça, projeta para todo o país nomes como Noel Rosa,Ismael Silva,Almirante,Lamartine Babo,João da Bahiana,entre outros.

A partir da década de 20 e 30,com as ocorrências culturais descritas acima,há a construção de um Brasil autêntico,verdadeiro e que segue o ritmo de um povo que se expressa em sua tropicalidade. Nos últimos 30 anos do século XX,com o advento de ingredientes eletrônicos e estrangeiros na música brasileira,imaginou-se que o samba iria morrer,mas como canta os bons sambistas,”o samba agoniza,mas não morre”; e hoje,cem anos depois de seu embrião, é o estilo musical brasileiro.

Bibliografia

Livro: ”O mistério do Samba”,Vianna,Hermano-Ed.Zahar e UFRJ
www.brasilcultura.com.br
www.papodesamba.com.br

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