Tipos de Memória

Por Ana Lucia Santana
A memória é basicamente a capacidade humana de inscrever, conservar, e relembrar mentalmente vivências, conhecimentos, conceitos, sensações e pensamentos experimentados em um tempo passado. Especialistas da Neurobiologia e da Psicologia Cognitiva ratificam esta definição, afirmando que na verdade existem várias memórias, pois há diversas fontes de armazenamento de dados em nossa mente, não limitadas em uma área determinada de nosso cérebro, mas inerentes a distintas atividades mentais.

Foto: Popular Science Monthly Volume 46 [Public domain], via Wikimedia Commons

Foto: Popular Science Monthly Volume 46 [Public domain], via Wikimedia Commons

Seja como for, porém, que a memória se expresse, os especialistas são unânimes em afirmar que ela é o fundamento do desempenho cognitivo do homem. Ela exige, para sua melhor performance, um alto dispêndio de energia mental, e se adultera com a passagem do tempo. Seu mecanismo age como uma espécie de colagem de fragmentos mnemônicos e de conhecimentos, que dá vida a idéias originais.

Nossa memória tem níveis diferentes de conservação temporal dos dados adquiridos. Alguns deles se esvaem com a passagem dos anos, outros se tornam mais difíceis de detectar, enquanto determinadas informações ficam meio apagadas e são arduamente reconstituídas. Essa é mais uma prova de que existem vários tipos de memórias, o que transforma seu estudo em algo complexo, que exige um esforço transdisciplinar, abrangendo pesquisas neurofisiológicas, bioquímicas, moleculares e emocionais.

Hoje a memória está dividida essencialmente em dois tipos, conforme sua extensão no tempo, as atividades do cérebro envolvidas no processo, o grau de conservação, seu teor e os mecanismos neurológicos inclusos nesta operação.

O primeiro tipo é a memória declarativa, através da qual se retém na mente a idéia de saber que algo aconteceu; o segundo é a memória de procedimentos ou não-declarativa, que conserva a noção de como se deu este evento. Enquanto os psicólogos e neurologistas preferem se dedicar ao estudo da memória declarativa, os neurobiólogos se concentram nesta última categoria.

A memória declarativa, focalizada no dom humano de expor verbalmente acontecimentos, está submetida à prática da recordação, e é subdividida em memória imediata – que tem duração instantânea, sendo logo em seguida extinguida -; memória de curto prazo ou de trabalho, como prefere a Psicologia Cognitiva – leva algumas horas para desaparecer, legando à mente alguns vestígios de sua presença, apenas o necessário para ser lembrado e empregado utilmente pelo homem, e está conectada às nossas emoções, sensações e costumes -; memória de longo prazo – engloba intervalos de tempo mais amplos, meses ou anos.

A memória de procedimentos, centrada no potencial mental de guardar e reunir dados que não podem ser expressos oralmente, é mais duradoura, fácil de ser conservada. Estas são as categorias principais, mas outros tipos podem ser incluídos nesta distribuição por classes, como as implícitas e explícitas, adotadas principalmente pelos terapeutas cognitivos. Ambas se reportam ao poder de recordar idéias conservadas nas memórias acima abordadas. Já os psicólogos percebem outros dois tipos de memórias – a episódica, ligada à evocação de fatos específicos, inerente ao cenário espaço-temporal, pois determina quando, onde e como ocorreram determinados eventos; e a semântica, associada aos aspectos gerais dos eventos, capaz de guardar dados concretamente adquiridos, como conceitos, aptidões, acontecimentos e racionalizações.

Há várias doenças que podem abalar a memória, tais como o AVC, a Doença de Alzheimer, amnésias, entre outras. Hoje, o grande desafio científico é determinar a sede da memória, está ela localizada no cérebro ou na mente? Especialistas convergem ao afirmar que os processos mnemônicos se desenrolam nos lobos cerebrais, com um destaque especial para os lobos frontais, que realizam importantes ligações com campos essenciais do cérebro, como o hipocampo e a amídala neural. Mas ainda há muitos conflitos de opinião e as divergências se estendem, provando que, na verdade, se conhece muito pouco ainda sobre a nossa mente, e menos ainda sobre a memória.

Fontes
http://www.panoramaespirita.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria
http://www.molwick.com

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