Acabamento e Polimento das Restaurações de Amálgama

Por Samara Ferreira
Toda restauração realizada com amálgama deve-se restringir á máxima remoção de mercúrio durante a condensação, á retirada dos excessos de resíduos e o acesso de escultura e brunidura adequadas da restauração.

A condensação do amálgama adequadamente é essencial, pois se houver qualquer tipo de falha no dente, parecerá porosidade na estrutura e, como consequência a dificuldade em promover o polimento correto. Numa restauração em uma cavidade, quanto menor a probabilidade de riscos e irregularidades se depositarem na restauração, mais prático será conseguir o acabamento e o polimento.

O acabamento e o polimento de uma restauração de amálgama são realizados somente após no mínimo 48 horas, após a condensação, escultura e brunidura, pois o material restaurador necessita de um tempo para ocorrer completa cristalização.

No acabamento e polimento é necessário o uso do isolamento absoluto do campo operatório, abrangendo os dentes na arcada desde o terceiro molar até o canino do lado oposto. Antes de iniciar o acabamento é necessário realizar a brunidura pós-escultura das restaurações, com o objetivo principal de alcançar uma superfície bastante lisa do amálgama, obtendo assim maior facilidade durante os procedimentos de acabamento e polimento das restaurações.

O acabamento das restaurações é primeiramente realizado com brocas de doze lâminas especificas para acabamento, nos formatos que permita uma boa adaptação ás vertentes de cúspides, sulcos secundários e principais e fóssulas, orientando e buscando contornar a superfície o mais lisa que for admissível.

As pontas diamantadas de granulação fina são usadas para promover um aprimoramento maior da escultura oclusal, permitindo a remoção de possíveis riscos deixados pelas brocas para acabamento. O cuidado nesse procedimento é necessário com a finalidade de não aprofundar sulcos e fóssulas,com o objetivo de se evitar que o material(amálgama) permaneça com reduzida espessura na porção oclusal. A seguir passa-se a extremidade da sonda exploradora do dente pela a restauração, a fim de averiguar se não permanece excesso de material restaurador em sua margem; se permanecer material, este deve ser removido com o auxilio de broca multilaminada.

Se a restauração for próximo-oclusal, para acabamento da face proximal empregam-se tiras estreitas de lixa de granulação fina para restaurações de resina composta, com a extremidade cortada em forma lanceolada, a fim de facilitar a passagem pelo espaço interproximal. (MONDELLI, pág.152)

Quanto ao polimento, temos o inicial que é realizado com taça de borracha ou mesmo escova Robinson, juntamente com as pastas abrasivas á base de pedra-pomes fina e glicerina, em movimentos intermitentes e com ligeira pressão, a fim de evitar o superaquecimento. O polimento final pode ser obtido com a pasta de óxido de estanho, óxido de zinco e álcool 96% GL, obtendo uma superfície com brilho. Outra técnica utilizada é com as borrachas abrasivas, que possuem diferentes granulações e abrasividade decrescentes desde a marrom (mais grosseira) até azul (granulação fina).

Referências bibliográficas
PARULA, N. Técnica de operatória dental. 5. ed. Buenos Aires:ODA,1972.
MONDELLI, J.et al.dentistica Operatória.4.ed.São Paulo:Savier,1990(pag151-156)

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